sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Vacinação contra a aftosa começa em novembro
A campanha de vacinação contra a febre aftosa no Paraná deverá ter início do dia primeiro de novembro e irá se estender até o dia 30 do mesmo mês. De acordo com a Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (SEAB), todos os bovinos e bubalinos deverão ser imunizados independente da faixa etária. Ainda de acordo com a SEAB, cerca de 9,6 milhões de animais deverão ser vacinados em todo o estado. Para que o Paraná continue mantendo os índices alcançados nas campanhas anteriores, é importante que todo o produtor se empenhe em vacinar o seu rebanho. Nas últimas edições das campanhas de vacinação, o estado alcançou uma média de 98% de animais vacinados.
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Novas alternativas para gerar energia
Cada vez aumenta a preocupação dos países em gerar energia de fontes alternativas. No Brasil, uma das alternativas para essa questão seria a biomassa da cana de açucar. A maior preocupação é gerar energia limpa que venha a reduzir os impactos ao meio ambiente, como a diminuição da emissão de gases do efeito estufa. Para se ter uma ideia, no ano passado o país produziu 650 milhões de toneladas de cana. Só com a biomassa da cana produzida em 2009, seria possível gerar R$ 24 bilhões em energia. Cada tonelada de cana, gera 210 quilos de biomassa. Vale a pena o Brasil investir em mais pesquisas, o potencial para se produzir energia limpa no país é muito grande.
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
Campanha contra febre aftosa começa em seis estados
Em outubro, mais de 17,3 milhões de bovinos e búfalos deverão ser imunizados contra a febre aftosa. Trata-se da segunda etapa da campanha de vacinação, que começa nesta sexta-feira, 1° de outubro, e segue até o dia 31, nos estados da Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Roraima. Na Zona de Alta Vigilância (ZAV) de Mato Grosso do Sul (faixa de 15 km localizada na fronteira do estado com o Paraguai e a Bolívia), os pecuaristas também devem imunizar o rebanho nesse período. Em Rondônia, a campanha será realizada de 15 de outubro a 15 de novembro. “Essa ação é muito importante para a proteção do rebanho contra a doença, contribuindo para manutenção e ampliação das zonas livres de febre aftosa com vacinação no país”, explica Plínio Lopes, coordenador do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (Pnefa) do Ministério da Agricultura. Hoje, 89% dos bovinos e búfalos estão em áreas consideradas livre de febre aftosa com ou sem vacinação. No país, 14 estados e o Distrito Federal possuem o status de zona livre com vacinação: Acre, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia, São Paulo, Sergipe e Tocantins. O centro-sul do Pará (46 municípios) e as cidades de Boca do Acre e Guajará, no Amazonas, apresentam a mesma classificação. Os demais estados da região Nordeste e o nordeste do Pará são considerados como de médio risco para a doença; Roraima e noroeste do Pará, como de alto risco; e Amazonas e Amapá, de risco desconhecido. Santa Catarina é a única Unidade da Federação reconhecida pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), como livre de febre aftosa sem vacinação. A febre aftosa é uma doença altamente contagiosa, que causa febre e vesículas (bolhas) na boca, narinas, focinho, tetas e pés dos animais de casco fendido. As principais espécies suscetíveis são bovinos, búfalos, ovinos, caprinos e suínos, podendo também ser acometidos veados, cervos e camelos. (Kelly Beltrão)
Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Paraná e Mato Grosso lideram ranking de embalagens de agrotóxicos recolhidas no campo
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| Unidade de recolhimento de embalagens em Cambé-PR |
O Estado do Mato Grosso e o Paraná são os campeões em recolhimento de embalagens vazias de agrotóxicos no campo. Segundo dados do InpEV, (Instituto Nacional de processamento de Embalagens Vazias), o Mato Grosso destinou 5.138,6 toneladas de embalagens vazias nos oito primeiros meses do ano. O Paraná segue em segundo lugar com 3.558,9 toneladas de embalagens recolhidas. Durante o processo de seleção das embalagens nas unidades de recolhimento espalhadas por todos os estados, são separadas as embalagens que receberam a tríplice lavagem feita pelo agricultor ainda durante a aplicação na lavoura. As embalagens contaminadas, ou seja, as que não foram lavadas pelo agricultor são colocadas em separadas e encaminhadas para São Paulo e Rio de Janeiro para serem incineradas devidamente em fornos especiais onde não há riscos de contaminação ao meio ambiente.
Texto e foto: Fábio Bortoleto
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
Aumento de consumo desafia agricultura orgânica brasileira
Os produtores de alimentos orgânicos brasileiros têm um desafio para os próximos anos: conseguir atender à demanda, que é bem maior que a oferta. Segundo o coordenador-geral de Diversificação Econômica do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), José Batista, a produção orgânica nacional vem crescendo mais de 20% ao ano e cerca de 70% dela é exportada para a Europa. “Existe um mercado de orgânicos e a agricultura não está conseguindo atender. Temos demanda, mas não temos produto”, afirmou ele, durante o Encontro Nacional da Agricultura Familiar Orgânica, que começou ontem(16) e termina hoje (17), em Brasília. Batista explicou que um dos objetivos do encontro é organizar o setor para atender o aumento da procura por orgânicos nos próximos anos. Entre as propostas de trabalho, que já estão sendo desenvolvidas está a Política Nacional de Orgânicos, com linhas de crédito especiais, e mais assistência técnica. Uma das metas já traçadas pelo setor é atuar de forma diferenciada na Copa do Mundo de 2014l. Segundo Batista, o projeto Talentos do Brasil Rural pretende abrir 125 empreendimentos - 101 do ramo alimentício, nas cidades-sede da Copa, apresentado e comercializando produtos orgânicos brasileiros em locais de maior concentrarão de turistas, como hotéis e estádios.
Agência Brasil
Autor: Danilo Macedo Repórter da Agência Brasil
terça-feira, 14 de setembro de 2010
Principal desafio do mundo é conciliar desenvolvimento e preservação ambiental
São Paulo - O principal desafio do mundo hoje é conciliar desenvolvimento com preservação. Para tanto, a chamada Economia Verde, ou de baixo carbono, é considerada por muitos como o único caminho possível de crescer e elevar a qualidade de vida de populações menos privilegiadas, sem exaurir os recursos naturais do planeta. Pavan Sukhdev, assessor especial do Programa das Nações Unidas pelo Meio Ambiente (PNUMA), é um dos que compartilham dessa visão. Nesta segunda-feira (13), ele participou do evento "Economia Verde: da Intenção à Ação", promovido pela Secretaria de Meio Ambiente do Estado de São Paulo, que pretendeu ser uma prévia da 1ª Bolsa Internacional de Negócios da Economia Verde. A demanda por serviços ambientais praticamente dobrou nos últimos 40 anos e já excede a capacidade de regeneração da Terra. A humanidade, diz Pavan, está consumindo 30% a mais do que o planeta consegue fornecer anualmente. "Isso não é desenvolvimento sustentável", afirmou. Além de se colocar como um contraponto às mudanças climáticas e ao aquecimento global, a economia verde é, segundo ele, o principal caminho para garantir o desenvolvimento sustentável, reduzir a pobreza no mundo e gerar empregos. Ele citou como exemplo o seu país de origem, a Índia, que investiu pesadamente nos último anos na criação de 'green jobs' com o objetivo de melhorar a qualidade de vida da população. "Para nós, a economia verde não é uma alternativa para a erradicação da pobreza, mas a única solução possível. Diferentemente da economia marrom [tradicional], intensamente focada no capital, a nova economia foca-se no desenvolvimento sustentável, com geração de empregos que melhorem a qualidade de vida do trabalhador", disse. "Não se trata apenas de ganhar dinheiro, mas de ter um trabalho decente". Segundo o assessor do PNUMA, cada vez mais aumentam os investimentos públicos nos setores verdes e na geração de empregos. "O setor de energias renováveis, por exemplo, já emprega 2 milhões e 332 mil pessoas em todo o mundo, contra os 2 milhões de postos ocupados no setor de petróleo e gás", disse. Saindo da esfera de produção energética, Pavan Suchdev destacou a importância de adaptação da agricultura aos mecanismo de produção sustentável, principalmente em países com alto nível de dependência da atividade no campo. Em Uganda, onde 80% da população tem na agricultura sua principal fonte de renda, o PNUMA tem trabalhado junto com o governo local para a adoção de técnicas de cultivo orgânico, que reduzem entre 48% e 68% as emissões de CO2. Apesar das perspectivas positivas, ainda são muitos os obstáculos no caminho que leva à economia verde. "Faltam subsídios, leis, impostos e envolvimento do setor financeiro e do mercado", disse Pavan. "Para tornar bem sucedida essa nova economia, são necessários regulamentos por parte Estado e, principalmente, o comprometimento e a cobrança da sociedade civil", concluiu.
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