segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Recuperação no preço de grãos impulsiona setor agrícola no Paraná

Os bons preços de mercado, registrados principalmente desde o segundo semestre do ano passado, são apontados pela Secretaria da Agricultura do Paraná como a grande conquista do setor agrícola na safra de grãos de verão e inverno 2009/10. A recuperação do valor do milho, que estava sendo vendido abaixo do preço mínimo no primeiro semestre de 2010, contribuiu para a melhoria no cenário. O produtor, que recebia em janeiro do ano passado R$ 14,58 por saca de 60 quilos, recebeu na primeira semana deste ano R$ 20,02 pelo produto, com lucro de 37%.O valor da soja, das carnes bovina e suína, do leite e derivados e também do feijão teve recuperação considerada importante pelos agricultores, com ressalva para o leite e derivados, cujos preços melhoraram em plena safra, o que é uma situação inédita. A soja, que era vendida no início do ano passado, a R$ 37,16 a saca, está saindo agora por R$ 44,93.A alta nos preços é considerada mais importante até mesmo que a recuperação da produção de grãos do estado, que chegou a ser de quase 33 milhões de toneladas, fazendo com que o Paraná voltasse ao primeiro lugar do ranking nacional. O estado teve participação de 21,6%, seguido por Mato Grosso, com 19,3%, e pelo Rio Grande do Sul, com 16,9%, no total de grãos colhidos no país, que ficou em 149,5 milhões de toneladas.
De acordo com o secretário da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, as boas condições climáticas também foram determinantes. “Esses números representam o avanço da produtividade que tem se observado nos últimos 15 anos na agricultura paranaense, respondendo à inovação tecnológica empregada no processo produtivo”, disse Ortigara à Agência Brasil. Para ele, os números traduzem a capacidade do agricultor paranaense de se preparar, aplicar os seus conhecimentos e produzir com qualidade e com alta produtividade. O secretário observou que o Paraná sempre foi o principal estado agrícola do Brasil na produção de grãos, “apesar de sua estrutura fundiária ser de pequena propriedade, com baixa escala de produção, diferentemente do Centro-Oeste brasileiro, de Mato Grosso, por exemplo, onde existem grandes cultivos, grandes extensões que viabilizam um custo mais baixo de máquina agrícola”.
O Paraná também se destacou, no último ano, nas exportações do agronegócio. O estado passou do quarto para o segundo lugar no ranking nacional, com um uma receita de US$ 9,1 bilhões, referentes ao volume exportado no período janeiro a novembro de 2010.

Lúcia Nórcio
Agência Brasil






sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Vacinação contra a aftosa começa em novembro

A campanha de vacinação contra a febre aftosa no Paraná deverá ter início do dia primeiro de novembro e irá se estender até o dia 30 do mesmo mês. De acordo com a Secretaria da Agricultura e do  Abastecimento (SEAB), todos os bovinos e bubalinos deverão ser imunizados independente da faixa etária. Ainda de acordo com a SEAB, cerca de 9,6 milhões de animais deverão ser vacinados em todo o estado. Para que o Paraná continue mantendo os índices alcançados nas campanhas anteriores, é importante que todo o produtor se empenhe em vacinar o seu rebanho. Nas últimas edições das campanhas de vacinação, o estado alcançou uma média de 98% de animais vacinados.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Novas alternativas para gerar energia

Cada vez aumenta a preocupação dos países em gerar energia de fontes alternativas. No Brasil, uma das alternativas para essa questão seria a biomassa da cana de açucar. A maior preocupação é gerar energia limpa que venha a reduzir os impactos ao meio ambiente, como a  diminuição da emissão de gases do efeito estufa. Para se ter uma ideia, no ano passado o país produziu 650 milhões de  toneladas de cana. Só com a biomassa da cana produzida em 2009, seria possível gerar R$ 24 bilhões em energia. Cada tonelada de cana, gera 210 quilos de biomassa. Vale a pena o Brasil investir em mais pesquisas, o potencial para se produzir energia limpa no país é muito grande.  

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Campanha contra febre aftosa começa em seis estados

Em outubro, mais de 17,3 milhões de bovinos e búfalos deverão ser imunizados contra a febre aftosa. Trata-se da segunda etapa da campanha de vacinação, que começa nesta sexta-feira, 1° de outubro, e segue até o dia 31, nos estados da Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Roraima. Na Zona de Alta Vigilância (ZAV) de Mato Grosso do Sul (faixa de 15 km localizada na fronteira do estado com o Paraguai e a Bolívia), os pecuaristas também devem imunizar o rebanho nesse período. Em Rondônia, a campanha será realizada de 15 de outubro a 15 de novembro. “Essa ação é muito importante para a proteção do rebanho contra a doença, contribuindo para manutenção e ampliação das zonas livres de febre aftosa com vacinação no país”, explica Plínio Lopes, coordenador do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (Pnefa) do Ministério da Agricultura. Hoje, 89% dos bovinos e búfalos estão em áreas consideradas livre de febre aftosa com ou sem vacinação. No país, 14 estados e o Distrito Federal possuem o status de zona livre com vacinação: Acre, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia, São Paulo, Sergipe e Tocantins. O centro-sul do Pará (46 municípios) e as cidades de Boca do Acre e Guajará, no Amazonas, apresentam a mesma classificação. Os demais estados da região Nordeste e o nordeste do Pará são considerados como de médio risco para a doença; Roraima e noroeste do Pará, como de alto risco; e Amazonas e Amapá, de risco desconhecido. Santa Catarina é a única Unidade da Federação reconhecida pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), como livre de febre aftosa sem vacinação. A febre aftosa é uma doença altamente contagiosa, que causa febre e vesículas (bolhas) na boca, narinas, focinho, tetas e pés dos animais de casco fendido. As principais espécies suscetíveis são bovinos, búfalos, ovinos, caprinos e suínos, podendo também ser acometidos veados, cervos e camelos. (Kelly Beltrão)

Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.









quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Paraná e Mato Grosso lideram ranking de embalagens de agrotóxicos recolhidas no campo





Unidade de recolhimento de embalagens em Cambé-PR
O Estado do Mato Grosso e o Paraná são os campeões em recolhimento de embalagens vazias de agrotóxicos no campo. Segundo dados do InpEV, (Instituto Nacional de processamento de Embalagens Vazias), o Mato Grosso destinou 5.138,6 toneladas de embalagens vazias nos oito primeiros meses do ano. O Paraná segue em segundo lugar com 3.558,9 toneladas de embalagens recolhidas. Durante o processo de seleção das embalagens nas unidades de recolhimento espalhadas por todos os estados, são separadas as embalagens que receberam a tríplice lavagem feita pelo agricultor ainda durante a aplicação na lavoura. As embalagens contaminadas, ou seja, as que não foram lavadas pelo agricultor são colocadas em separadas e encaminhadas para São Paulo e Rio de Janeiro para serem incineradas devidamente em fornos especiais onde não há riscos de contaminação ao meio ambiente.

Texto e foto: Fábio Bortoleto

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Aumento de consumo desafia agricultura orgânica brasileira


Os produtores de alimentos orgânicos brasileiros têm um desafio para os próximos anos: conseguir atender à demanda, que é bem maior que a oferta. Segundo o coordenador-geral de Diversificação Econômica do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), José Batista, a produção orgânica nacional vem crescendo mais de 20% ao ano e cerca de 70% dela é exportada para a Europa. “Existe um mercado de orgânicos e a agricultura não está conseguindo atender. Temos demanda, mas não temos produto”, afirmou ele, durante o Encontro Nacional da Agricultura Familiar Orgânica, que começou ontem(16) e termina hoje (17), em Brasília. Batista explicou que um dos objetivos do encontro é organizar o setor para atender o aumento da procura por orgânicos nos próximos anos. Entre as propostas de trabalho, que já estão sendo desenvolvidas está a Política Nacional de Orgânicos, com linhas de crédito especiais, e mais assistência técnica. Uma das metas já traçadas pelo setor é atuar de forma diferenciada na Copa do Mundo de 2014l. Segundo Batista, o projeto Talentos do Brasil Rural pretende abrir 125 empreendimentos - 101 do ramo alimentício, nas cidades-sede da Copa, apresentado e comercializando produtos orgânicos brasileiros em locais de maior concentrarão de turistas, como hotéis e estádios.
Agência Brasil
Autor: Danilo Macedo Repórter da Agência Brasil