terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Ferrugem asiática: até o momento 244 casos foram registrados no Paraná


Foto: Fábio Bortoleto
 De acordo com o Consórcio Antiferrugem, que é coordenado pelo Ministério da Agricultura, o Paraná registrou até hoje (15), 244 casos da ferrugem asiática nas lavouras. Estado lidera as estatísticas de focos da doença entre os estados produtores de soja na safra 2010/2011. O segundo estado com mais casos registrados é o Rio Grande do Sul, com 127. No Paraná, nos meses de novembro e dezembro foram registrados 38 casos. O índice maior da doença ocorreu no mês de janeiro onde foram detectados 165 casos. Em fevereiro o número baixou para 41. Na safra passada em todo o território nacional foram registrados 2370 casos de ferrugem. Já na safra atual, até o momento em todo o país foram confirmados 532 casos de ferrugem. Ou seja, o número é 77,8% menor que o número de ocorrências da safra 2009/2010, onde o estado de Mato Grosso foi o que mais registrou focos da doença, 624 casos no total. Mas ao contrário da safra passada, o Mato Grosso apresentou até o momento apenas 33 casos de ferrugem.

Fonte: Consórcio Antiferrugem

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Brasil: Um Planeta Faminto e a Agricultura Brasileira

Colheita atrasa no PR e produtores temem a falta de equipamentos

Previsão é de que o pico da colheita seja entre 10 e 20 de março. Atraso se deve ao frio durante período de desenvolvimento da lavoura

Quando plantou soja em outubro do ano passado, o produtor Jaime Neitzke estava preocupado com as previsões de seca que, segundo meteorologistas, causaria perdas na lavoura. Para garantir a sobrevivência de mais plantas, aumentou a quantidade de sementes usadas nos 80 hectares destinados ao grão em sua propriedade em Campo Mourão, centro-oeste do Paraná.Quatro meses depois, o campo está mais cheio que no ano passado e a soja está pronta para a colheita da safra 2010/2011 – que já deveria ter começado no estado, mas está atrasada devido ao excesso de chuvas. “A gente plantou com a ideia de que ia ser seco, que ia faltar chuva, e acabou chovendo mais que o esperado. Além disso, atrasou o plantio de milho, plantei a soja de um ciclo mais precoce e as duas colheitas vão coincidir”, diz ele, que prevê que sua colheitadeira e seus dois tratores serão insuficientes para a tarefa dobrada.

G1 - O Portal de Notícias da Globo

SOJA/CEPEA: Preços firmes mesmo com estimativa de recorde

Cepea, 14 – A safra 2010/11 de soja no Brasil deve registrar recorde de produção, consumo interno e exportação, conforme dados divulgados pela Conab. A área deve crescer 2,8% em relação à da temporada anterior. No entanto, a produtividade média brasileira pode ser de 48,4 sc/ha, 0,7% menor que a registrada no ano anterior. Como resultado, a produção no Brasil pode crescer 2,1%, alcançando 70,1 milhões de toneladas, um novo recorde. Mesmo assim, os preços continuam firmes, sustentados pela demanda aquecida e pela previsão de menor produção da Argentina, conforme pesquisas do Cepea. Na última semana, as negociações no mercado spot estiveram lentas no Brasil, com agentes atentos às chuvas intensas no Paraná e Centro-Oeste, que têm limitado o avanço da colheita. Entre 4 e 11 de fevereiro, o Indicador CEPEA/ESALQ (média de cinco regiões do Paraná) subiu 0,9%, fechando a R$ 50,79/sc de 60 kg na sexta-feira, 11. O Indicador ESALQ/BM&FBovespa para o produto transferido para o porto de Paranaguá teve aumento 3,9% em sete dias, finalizando a R$ 52,97/sc.


(Fonte: Cepea – www.cepea.esalq.usp.br )

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Mercado prevê novas altas no preço da carne

Brasília - Com o preço da carne em alta no mercado internacional, o tradicional bife deverá se tornar ''artigo de luxo'' na mesa do brasileiro. Segundo a Confederação Nacional da Agricultura (CNA), a tendência é que a carne fique mais cara neste ano devido ao aumento do custo dos produtores e à preferência pelas vendas ao mercado externo. ''Talvez o bife não vá mais combinar com arroz e feijão. Carne é um artigo de luxo'', afirma o vice-presidente da CNA, Ademar Silva Júnior. Segundo ele, a alta do preço da carne bovina vem abrindo mercado, no país, para o consumo de frango, peixe, carne de porco e ovo. Ele argumenta que o bife não irá ''sumir'', mas as refeições dos brasileiros passarão a combinar mais diferentes tipos de carnes. Essa é uma tendência identificada pela CNA que, segundo levantamento, sofre influência também de melhoria na educação e mais informação sobre benefícios nutritivos de refeições balanceadas. Apesar disso, no Brasil a carne bovina segue como símbolo de mesa farta. O consumo frequente do produto está associado a momentos de forte crescimento da economia e da renda. ''Tem pesquisa que mostra que quando o brasileiro tem R$ 1 de aumento de salário, ele gasta R$ 1,10 a mais com carne'', afirma Antenor de Amorim Nogueira, presidente do fórum nacional permanente da pecuária de corte.

Aumentos

De acordo com a CNA, quase dois anos após a crise de 2008, que derrubou os preços e as vendas do setor, o segundo semestre do ano passado foi marcado pelo aumento do preço do boi gordo no país.
O preço médio da arroba em outubro do ano passado foi de R$ 98,88, com ganho real (já descontada a inflação) de 20,47% em comparação ao mesmo período de 2009. Em novembro, a arroba do boi gordo chegou a custar R$ 120. E o reflexo dessa valorização atingiu o bolso do consumidor. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o item carnes (bovina e suína) acumulou inflação de 29,64% no ano passado.



Sheila D'Amorim e Mário Sérgio Lima
Folha de Londrina

FAEP solicita a suspensão da obrigatoriedade da Averbação da Reserva Legal

A Federação da Agricultura o Estado do Paraná pediu ao Banco do Brasil que suspenda a apresentação da obrigatoriedade da Averbação da Reserva Legal ou Adesão ao Programa Mais Ambiente, do governo federal. Uma das argumentações da Faep é que o decreto federal de número 7.029/2009, estabelece que os agricultores tem até o dia 11 de junho para se adequar às exigências do Código Florestal. Ontem (10) o Banco do Brasil já apresentou uma resposta favorável à Faep. Mas o alerta aos agricultores é que procurem se adequar o mais rápido possível às medidas exigidas. Caso contrário, os produtores que precisarem do Banco do Brasil para fazerem empréstimos terão o pedido negado pelo Banco.




Com informações da Faep