terça-feira, 22 de março de 2011

UnB desenvolve fórmula matemática que reduz em 43% risco de contaminação da água por uso de pesticida

Brasília – O Departamento de Engenharia Florestal da Universidade de Brasília (UnB) criou uma fórmula matemática que permite aos produtores rurais reduzirem em até 42,7% os riscos de contaminação da água por causa do uso de pesticidas. A aplicação da equação é útil, por exemplo, para a avaliar o perigo de contaminação do lençol freático que irriga as bacias de abastecimento das cidades.
A equação foi criada após pesquisa de campo em cinco lavouras de culturas diferentes na Bacia do Ribeirão Pipiripau, no Distrito Federal, que abastece a população da cidade-satélite de Planaltina, a cerca de 40 quilômetros do Plano Piloto. A pesquisa ainda não foi publicada.
O modelo matemático, chamado Modelo de Avaliação e Manejo do Risco de Contaminação da Água por Pesticidas (Arca), calcula o risco de contaminação ao multiplicar os índices de vulnerabilidade dos recursos hídricos à contaminação (por causa da distância em relação à lavoura, composição do solo e ao manejo de plantio) pelo índice do potencial de contaminação dos produtos químicos usados (mobilidade, persistência e toxidade do inseticida, herbicida ou fungicida).
De acordo com o pesquisador responsável pelo estudo, Henrique Chaves, qualquer agricultor pode calcular os eventuais riscos de contaminação. “Ele vai ver em quanto foi reduzido o risco de contaminação, substituindo produtos mais tóxicos, móveis ou mais persistentes”. Segundo Chaves, por causa de sua atividade os produtores rurais conhecem as informações que compõem o índice de vulnerabilidade e podem saber o efeito dos princípios ativos dos pesticidas no meio ambiente com base nos dados registrados no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
“No futuro, a gente poderá listar na internet todos os produtos licenciados no Brasil com o respectivo potencial de contaminação”, prevê o pesquisador ao salientar que, ao calcular o risco não significa que a contaminação ocorra de fato, ou que se possa concluir que os pesticidas estão “bem menos agressivos que no passado”.
Conforme o pesquisador, o modelo matemático serve para orientar o agricultor e evita a necessidade de tratamento futuro da água. “Uma vez que chega na água [o pesticida], é muito difícil retirá-lo por meio dos tratamentos convencionais que temos no Brasil, como, por exemplo, a purificação de água nas estações de tratamento”.
Para incentivar inovações que preservem os corpos hídricos, a Agência Nacional de Águas (ANA) mantém, em dez estados, o Programa Produtor de Água para pagamento de serviços ambientais. Atualmente, o programa apoia, orienta e certifica projetos que visem à redução da erosão e do assoreamento de mananciais no meio rural.
Gilberto Costa
Repórter da Agência Brasil
Edição: Lana Cristina

Governador afirma que o Iapar voltará a ser referência nacional em pesquisas

.O governador Beto Richa disse nesta sexta-feira (18), em Londrina, que o governo fará investimentos para que o Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) volte a ser referência nacional em pesquisa e inovação tecnológica. Richa visitou a sede do Iapar acompanhado do secretário de Agricultura, Norberto Ortigara, e do presidente do instituto, Florindo Dalberto. “Asssumimos um compromisso com os servidores e com o presidente do Iapar de investir para que o instituto recupere o papel de destaque que teve no passado”, afirmou.

O governador conheceu os laboratórios de sementes e de biotecnologia vegetal, onde são desenvolvidas pesquisas voltadas à melhoria de culturas como café, cítricos e cana-de-açúcar, entre outros produtos agrícolas. Richa disse que nos últimos anos o Iapar não mereceu a atenção devida do governo e que possui quadros técnicos de pesquisadores que estão entre os melhores do País e que são responsáveis por muitas inovações tecnológicas.

“Os funcionários contam que durante o governo José Richa o Iapar estava bem estruturado, tinha os recursos necessários para investir em tecnologia, inovação e pesquisa, o que é fundamental para o fortalecimento da nossa agricultura. Nós traremos esse apoio de volta”, afirmou o governador.

Florindo Dalberto disse que a visita foi fundamental para o governador se aprofundar sobre o que representa e tem representado historicamente a tecnologia no suporte ao desenvolvimento da agricultura do Estado. Segundo ele, o Iapar tem toda uma trajetória de resultados e Beto Richa pôde comprovar isso visitando os laboratórios, conversando com os pesquisadores, e conferindo a sua infraestrutura. “O governador verificou que o Iapar pode contribuir nas áreas de ponta como a biotecnologia, a bioenergia, o grande potencial que a instituição tem para dar e, mais do que tudo, ele colocou na sua pauta de preocupações e ações a questão da pesquisa, da tecnologia, da inovação, que aliás está muito presente em seu plano de governo”, afirmou.

Entre as pesquisas em andamento no Iapar no momento estão o desenvolvimento de plantas resistentes ao cancro cítrico; de espécies de cana com maior tolerância à seca; e de um tipo de café com controle maior da maturação, permitindo colheita de frutos mais uniformes e aumentando a qualidade da bebida. “Somos a primeira instituição no País a desenvolver essa tecnologia”, explicou a bióloga Sandra Bellodi.


segunda-feira, 21 de março de 2011

Bons preços, desempenho recorde

Produtores paranaenses que apostaram no milho na safra de verão podem comemorar: valor da commodity subiu quase 80% em menos de oito meses

O produtor paranaense que apostou no plantio de milho no ano passado para a safra de verão já pode comemorar. Os preços da commodity que estavam numa média de R$ 13 a saca, em julho de 2010, subiram quase 80% em menos de oito meses, chegando no seu auge em fevereiro passado, atingindo R$ 22,34. Para ajudar, as condições climáticas foram perfeitas para o grão - com chuvas abundantes - o que deve fazer com que a produtividade bata o recorde da safra passada, que girou em torno de 7,6 mil quilos por hectare. Entretanto, dados do Departamento de Economia Rural da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab/Deral), apontam uma redução significativa na área de plantio do grão no Estado. A área que girava em torno de 896 mil hectares na safra 2009/2010 passou a 735 mil hectares, uma queda de 18%. ''É a menor área plantada desde a década de 1960.Isso aconteceu basicamente pelo ambiente de preços em meados do ano passado, que estavam muito baixos. A produção desta safra deve ficar em torno de 5,39 milhões de toneladas, ou um pouco acima disso. Uma queda de pelo menos 21% na produção'', calcula Margorete Demarchi, engenheira agrônoma do Deral.
Outro fator que foi decisivo para que os produtores não plantassem milho verão foi a expectativa da seca trazida pelo fator La NiÀa, que acabou não acontecendo. O índice pluviométrico foi elevado, o que otimiza a produtividade consideravelmente. ''A média (de produtividade) girava em torno de cinco a seis mil quilos por hectare. Na safra passada, ficou acima de sete mil quilos por hectare e deve ser ultrapassada este ano. Quem apostou na cultura, vai acabar se dando bem, já que nada sinaliza queda de preço nos próximos meses'', avalia Margorete. ''32% da safra foi colhida. Está um pouco atrasada, isso devido ao excesso de chuvas e também porque os produtores que também plantam soja deram prioridade para a oleaginosa, que é um pouco mais vulnerável'', complementa. Dentre os fatores que justificam essa ascensão de produtividade está a utilização das sementes transgênicas (que hoje representam 70% da produção do Paraná), além do manejo e adubação de solo adequada. ''Os preços têm que estar bons, já que as sementes representam uma média de 45% do custo de produção do milho, contra 25% de tempos atrás. O maior impacto para a produção está nas sementes e adubação de cobertura'', avalia Irineu Baptista, gerente técnico da cooperativa Integrada. Pedro Chioga, pesquisador do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), salienta que para bons resultados com o milho é fundamental o plantio das cultivares corretas. ''Isso depois vai auxiliar no controle de pragas e doenças, principalmente a lagarta do cartucho. Não vai ser surpresa se atingirmos de 170 a 200 sacas por hectare, a evolução tecnológica é muito grande'', finaliza o especialista.

Folha Web
Autor: Victor Lopes

sexta-feira, 18 de março de 2011

Produtores aproveitam o tempo bom para colher



Foto: Fábio Bortoleto

Tempo bom, céu azul, sol forte e soja no ponto de colher. Essa é a combinação perfeita que todo produtor rural espera no período de colheita. Na região de Londrina os agricultores estão aproveitando o tempo bom para acelerar a colheita da soja. De acordo com o Departamento de Economia do Paraná (Deral) e expectativa para o Norte do Paraná é que os produtores colham uma média de 3,6 milhões de toneladas de soja nesta safra. Bom não só para o produtor rural, mas para toda a economia da região e para o Paraná já que o Estado é o maior produtor nacional de grãos. Segundo a projeção do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) o Estado irá colher 30,2 milhões de toneladas, o que representa 20% do total da safra nacional.

Fábio Bortoleto

Produtores de cana garantem que não haverá desabastecimento de etanol



Divulgação
Representantes de produtores de cana-de-açúcar garantiram ao governo federal que o mercado será regularmente abastecido com etanol, mesmo no período da entressafra. Eles estiveram reunidos ontem (17) com os ministros da Fazenda, Guido Mantega, e de Minas e Energia, Edison Lobão, além de representantes do Ministério da Agricultura.“Sempre na entressafra há uma dúvida que surge na cabeça das pessoas, de que pode haver alguma crise no abastecimento. Mas estamos conversando com os produtores e ele nos transmitiram a firmeza de que o mercado será plenamente abastecido”, disse Lobão.O presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), Marcos Jank, disse que a produção começará no início de abril e, até a primeira quinzena do mês, mais de 50% da usinas estarão produzindo etanol. Segundo ele, a possibilidade de desabastecimento existe todos os anos, mas, neste momento, o risco é muito pequeno. “Estamos fazendo de tudo para que as empresas comecem a moer [a cana] o mais rápido possível, mas isso depende de outras condições, como o clima”, alertou. Lobão também disse que o governo não pensa em alterar o percentual de etanol acrescentado à gasolina neste momento.

Sabrina Craide
Repórter da Agência Brasil

Dilma afirma que o Brasil irá exportar fertilizantes em breve

A presidente da República, Dilma Rousseff, afirmou nesta quinta, dia 17, que o Brasil passará da importação à autossuficiência, e até mesmo exportação, de fertilizantes, com o investimento de R$ 11,2 bilhões previsto para a produção de matérias-primas do insumo. Dilma assinou nesta quinta, dia 17, em Uberaba (MG), o protocolo para a construção de uma fábrica de amônia, um dos produtos básicos para a formulação de adubos. Ao justificar os investimentos, Dilma comparou a dependência brasileira de fertilizantes com a que o país tinha em relação ao petróleo

– O Brasil passou a ser grande exportador de petróleo e queremos ser autossuficientes em fertilizantes. É absurdo importar 60% da demanda. Não buscaremos só a segurança alimentar, temos recursos suficientes para sermos exportadores – disse. A presidente lembrou ainda que o país possui uma das maiores reservas de outro insumo básico para a produção de fertilizantes, o potássio, na Amazônia, de propriedade da Petrobras.

– Ela se tornará devidamente explorável no meu governo, encaminharemos essa exploração, da Petrobras – informou.Retomando o discurso da campanha e da posse presidenciais, Dilma voltou a falar sobre a meta de erradicar a pobreza no país, considerada por ela uma "exigência social, ética e econômica". Afirmou ainda que vai discutir com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, parcerias na área de educação, e que irá criar um programa nacional para o ensino técnico.– Queremos vagas e oportunidade nas grandes faculdades e universidades americanas, nós damos conta das bolsas – complementou.

Agência Estado