sexta-feira, 1 de abril de 2011

Frango/CEPEA: Mesmo com maior oferta de vivo, carne valoriza em março

01/04/11
Apesar da valorização do frango resfriado e congelado na maioria das regiões pesquisadas pelo Cepea ao longo de março, os preços tanto do animal vivo quanto dos pintainhos de corte acumularam queda no mês, devido à maior oferta. Quanto aos miúdos e à carne em cortes, de acordo com dados do Cepea, a maioria teve queda no mesmo período. Segundo colaboradores do Cepea, a valorização da carne de frango no início do mês esteve atrelada aos elevados preços das carnes concorrentes, bovina e suína.

Limite maior a agroindústrias

O CMN aprovou a ampliação de R$ 20 mil para R$ 50 mil do limite de crédito dos agricultores familiares nas operações de Investimento do Pronaf Agroindústria. Com juros de 2% ao ano, prazo de oito anos para pagamento e de três a cinco anos de carência, a linha deve financiar o desenvolvimento do segmento lácteo. Outra vantagem será a concessão de descontos nos equipamentos similares aos do Mais Alimentos. Parceria do MDA com as indústrias permitirá abatimento de até 15%.

Conab realiza segunda etapa de fiscalização dos estoques do governo
Começou esta semana, e deve terminar no dia 16 de abril, a segunda etapa de fiscalização dos estoques governamentais, realizada por técnicos da Conab da Matriz, em Brasília, e das superintendências regionais, nos estados. São mais de 2 milhões de toneladas de produtos como milho, na maior parte, estocados nos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Santa Catarina.Em Mato Grosso está concentrado o maior volume de milho, de cerca de 1,7 milhão de toneladas, seguido de Minas Gerais (223 mil t). Nos demais estados  (MS  98,1 mil t e SC 64,5 mil t), os estoques não passam de 100 mil toneladas de produtos que vão do milho ao arroz, trigo, feijão e café.
Segundo a área de Fiscalização de Estoques, o período desta segunda etapa de trabalho foi alterado, devido a necessidade de ajustes ao plano de contenção de despesas com viagens a serviço estabelecido pelo governo federal. Até o fim do ano, mais sete etapas de fiscalização devem ser realizadas, abrangendo todos os estados brasileiros. (Raimundo Estevam/Conab)
Assessoria de Imprensa da Conab

Agricultores reivindicam mudanças no Código Florestal

Cerca de 3,5 mil produtores paranaenses devem participar da manifestação em frente ao Congresso Nacional no dia 5 de abril
No dia 5 de abril agricultores de todo o País se reunirão em frente ao Congresso Nacional, em Brasília, para manifestar a respeito do Código Florestal junto à Câmara Federal. A movimentação, organizada pela Confederação Nacional da Agricultura (CNA), tem o objetivo de reivindicar a votação do substitutivo apresentado pelo deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) ao Projeto de Lei 1876/99, que reforma o Código Florestal. De acordo com a CNA, mais de 15 mil produtores rurais e representantes de diversos segmentos da sociedade civil de todos os estados brasileiros estarão presentes. A presidente da CNA, senadora Kátia Abreu (DEM-TO), disse que os produtores podem produzir mais alimentos sem que seja preciso ocupar novas áreas, desde que a legislação ambiental seja modernizada. A estimativa da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep) é de que 3,5 mil produtores paranaenses participem da manifestação. Os sindicatos rurais do Estado estão organizando caravanas e, até o momento, já estão confirmados 86 ônibus para transportar os agricultores até o Distrito Federal. ''A manifestação é para mostrar aos deputados que é necessário mudar o Código Florestal, que transformou o produtor rural em criminoso e que isso seja feito rapidamente'', declara o presidente do Sistema Faep, Ágide Meneguette. Uma das preocupações da categoria é de que no dia 11 de junho termina o prazo para que os proprietários rurais averbem suas Reservas Legais para não serem autuados pelos órgãos ambientais. ''O Código contém dispositivos perversos que restringem a produção agropecuária, como a Reserva Legal de 20% nas regiões Sul, Sudeste e Nordeste, onde 90% são pequenas propriedades'', ressalta Ágide.
Para o deputado federal Reinhold Stephanes (PMDB-PR), a manifestação é uma oportunidade para que os produtores brasileiros mostrem sua opinião sobre o assunto e participem efetivamente das discussões. ''É importante que o agricultor participe e se mobilize'', argumenta. Segundo ele, até o momento os agricultores não tinham o costume de se manifestar a respeito do Código Florestal. ''Toda a legislação ambiental foi realizada por ambientalistas'', avalia. Stephanes afirma que o objetivo é que essa não seja uma manifestação isolada. ''A ideia é que seja um processo contínuo de participação dos agricultores'', comenta. De acordo com o deputado, no momento as previsões são otimistas em relação a aprovação do substitutivo. ''Hoje cerca de 70% a 80% dos deputados votariam a favor, mas os 20% restantes são muito atuantes e influentes na sociedade. Pelo que se vê em termos de movimentação não vai ser difícil ser votado na Câmara e tudo indica que haverá aprovação'', relata.
Programação

A mobilização durará o dia inteiro. Às 9h, tem início a programação na Esplanada dos Ministérios, com a execução do Hino Nacional e um toque de berrantes. Logo após, será realizada uma missa campal e às 10h30 começam os pronunciamentos dos parlamentares em tenda armada no canteiro da Esplanada. Na hora do almoço, será servido um arroz de carreteiro e, logo após, os participantes darão um abraço simbólico ao Congresso. Em seguida, iniciam as visitas à Câmara dos Deputados.
Mariana Fabre
Folha de Londrina  


Pico de preço do etanol está longe de ser atingido


Apesar das cotações do etanol ao produtor já estarem caindo há uma semana, o pico dos preços cobrado ao consumidor nos postos de combustíveis ainda não foi atingido, na avaliação do presidente do Sindicato Nacional doas Empresas Distribuidoras de Combustíveis e Lubrificantes (Sindicom), Alísio Vaz. Segundo ele, os preços do hidratado nos postos deve continuar subindo até a primeira quinzena de abril. Vaz disse também que o consumo de hidratado já caiu pela metade na semana passada ante a média semanal de janeiro e fevereiro. "Enquanto em janeiro e fevereiro o consumo médio de hidratado foi de 166 milhões de litros por semana, este consumo foi de 85 milhões de litros na semana terminada em 26 de março", disse ele, referindo-se aos dados das empresas filiadas ao Sindicom, que representam 60% do setor.
A expectativa é de que o consumo de hidratado continue retraído até meados de maio, quando um volume maior de etanol começará a entrar no mercado. "A queda registrada até agora nos preços ao produtor irá ser repassada na forma de 4 a 5 centavos apenas ao preço final nos postos", disse o executivo.
Ministra do Meio Ambiente não abre mão de punir quem desmatou
Rio de Janeiro – A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, afirmou que não abre mão de punir os produtores rurais que desmataram ilegalmente. O assunto faz parte dos debates em torno do novo Código Florestal, que está em discussão no Congresso Nacional.
“O Ministério do Meio Ambiente nunca concordou com anistia a desmatador. A quem cometeu crime ambiental, desrespeitando a lei, não cabe anistia”, frisou a ministra, durante debate sobre meio ambiente na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ).
Apesar de reconhecer que o tema continua polêmico entre os parlamentares, polarizados entre ruralistas e ambientalistas, Izabella Teixeira mostrou-se mais otimista quanto aos rumos das negociações. Segundo a ministra, existe hoje predisposição de todos os atores para o diálogo e para a construção de convergência, numa perspectiva muito diferente da de 2010. "O clima é outro: é de negociação e muito positivo”, afirmou.
O deputado Alessandro Molon (PT-RJ), que também participou do debate, demonstrou preocupação com o formato final do Código Florestal. “O relatório do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), como está hoje, nem de longe me agrada. É preciso debatê-lo mais, modificá-lo em pontos importantes, protegendo as áreas de proteção permanente”, disse o deputado.
Molon denunciou a possibilidade de haver um “patrolamento” da bancada ruralista na questão, usando de força para aprovar a matéria, sem maior discussão. Ele afirmou que o risco existe e que a sociedade precisa de mobilizar para evitar que isso aconteça. "É hora de mandar e-mails e cartas, telefonar para seus representantes, cobrando firmeza no enfrentamento da bancada ruralista, que vai pensar em primeiro lugar nos negócios e nos lucros. Devemos pensar na proteção da vida e na preservação do meio ambiente”, destacou.
O reitor da PUC Rio, Josafá Carlos de Siqueira, criticou a forma como o Código Florestal está sendo tratado no Congresso. Segundo ele, não se pode fazer modificações contra a preservação do meio ambiente ou que representam retrocesso. "Não tem sentido darmos passos para trás", disse Siqueira.
"O aconselhável é levar em conta a opinião dos cientistas, antes de tomar determinadas atitudes. Redução da área de florestas [nas margens de rios] vai de encontro a todos os estudos que nós temos”, criticou o reitor.
Vladimir Platonow
 Agencia Brasil
Edição: Nádia Franco