quarta-feira, 6 de abril de 2011

Stephanes defende organização de produtores rurais em busca de aprovação de Código Florestal

O ex-ministro da Agricultura no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o deputado federal Reinhold Stephanes (PMDB-PR) afirmou hoje ontem, durante passeata de agricultores em Brasília, que os produtores rurais do país precisam estar cada vez mais organizados para reivindicar melhorias no setor. “O governo, o Congresso Nacional só agem na pressão”, afirmou. Stephanes ressaltou a importância da aprovação da reforma do Código Florestal Brasileiro como forma de legalizar a questão fundiária dos agricultores, mas observou que há vários outros entraves à produção agropecuária do país.
“Temos problemas de transporte de mercadoria, de estradas, armazenagem, seguro, com a política do preço mínimo. O setor só vai conseguir participar dessas decisões se mobilizando e se organizando”, pontuou Stephanes.Ele elogiou a participação de mais de 24 mil agricultores na mobilização, em frente ao Congresso Nacional. Os manifestantes, de todo o país, defendem a rápida aprovação da proposta de mudança do Código Florestal.“Nos últimos 20 anos não víamos uma mobilização como esta. A agricultura precisa mostrar que é importante e que também tem problemas e precisa ser ouvida.”No dia 11 de junho, termina o prazo estabelecido para que os proprietários rurais averbem suas reservas legais, por isso a necessidade de agilizar as discussões.

Da assessoria  
Fonte: Agência Brasil
Multas a agricultores podem chegar a R$ 25 bilhões
Integrante da Comissão de Meio Ambiente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Rodrigo Justus de Brito ressaltou, que as multas aplicadas aos produtores rurais pelos órgãos ambientais podem ultrapassar R$ 25 bilhões. De acordo com o especialista, boa parte das multas, por descumprimento da legislação ambiental, é aplicada incorretamente.Segundo explicou, a legislação determina que, quando alguém pratica dano ambiental e não corrige, pode ser punido com multa, mas “não é dada aos produtores a possibilidade de reparação, o que é abuso de autoridade”. Brito acrescentou que as irregularidades na aplicação das multas levam a valores tão elevados que o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e outros órgãos arrecadam apenas 0,5% do valor total. O especialista participa de reunião da Comissão da Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional para discutir o substitutivo  do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) ao Projeto de Lei 1876/99, que institui um novo Código Florestal.
Reportagem - Maria Neves
Edição – Regina Céli Assumpção

Fundação SOS Mata Atlântica é contra pressão por aprovação do Código Florestal
Brasília – A Fundação SOS Mata Atlântica disse ser contrária à manifestação promovida hoje (5), na Esplanada dos Ministérios e no Congresso Nacional, que pressiona pela aprovação da reforma do Código Florestal. Em bate-papo pela internet, ao vivo, o diretor de Políticas Públicas da organização não governamental (ONG), Mário Mantovani, comentou que a SOS Mata Atlântica é a favor de mudanças no código desde 1999. “A CNA [Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil] rompeu com a implantação do código. A criação da Comissão de Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional foi o golpe para apoiar o interesse deles, usando de massa de manobra os pequenos."Os pequenos citados por Mantovani são as propriedades pequenas, de até quatro módulos fiscais, que não precisariam manter a reserva legal. De acordo com a ONG, “com menos florestas, o risco de erosão, desmoronamentos e enchentes aumentaria, tanto na área urbana, quanto na rural.”
O Código Florestal estabelece a reserva legal, que é uma área de mata nativa que deve ser preservada dentro de uma propriedade rural. Hoje, todas as propriedades têm que manter a reserva legal. Caso ela tenha sido desmatada ilegalmente, no passado, tem que ser recomposta ou recompensada. Além disso, a lei também protege áreas naturais que sustentam a vida e a economia do país. São entendidas como tal as florestas e os ecossistemas que garantem água, proteção do solo e a manutenção da biodiversidade. O código também protege áreas frágeis na beira de rios, topos de morros e encostas íngremes, que são conhecidas como áreas de preservação permanente (APPs).
Segundo a SOS Mata Atlântica, se todas as alterações previstas na reforma do código forem aprovadas, o país poderá gerar até 13 vezes mais gases de efeito estufa que emitiu em 2007, contribuindo ainda mais para o aquecimento global.
Da Agência Brasil
Edição: Lana Cristina
 

Cotação do milho está em alta na maioria das regiões
As cotações do milho no Brasil continuam sinalizando indefinições de tendências para médio e longo prazo, de acordo com informações do Cepea. Mesmo com o avanço da colheita da safra de verão, as cotações seguem em alta na maioria das regiões, especialmente naquelas em que a demanda para ração de aves e suínos é mais expressiva. O fato é que a demanda interna segue firme, enquanto vendedores priorizam o cumprimento de contratos e a comercialização de soja, deixando a venda do milho em segundo plano – somente em regiões deficitárias em armazenagem o grão tem sido comercializado conforme avança a colheita. O Indicador ESALQ/BM&FBovespa (Campinas-SP) cedeu 2,3% de 28 de março a 4 de abril, fechando a R$ 30,80/sc de 60 kg na segunda-feira. No acumulado de março, foi registrada ligeira queda de 0,5%.
(Fonte: Cepea – www.cepea.esalq.usp.br)

terça-feira, 5 de abril de 2011

Produtividade se compara à do Centro-Oeste

Com a ajuda do clima e da alta tecnologia, os produtores do Centro-Norte do Brasil esperam alcançar os rendimentos do Mato Grosso, maior produtor nacional de soja. Para Glaucir Pauleto, gerente de produção e agrônomo da Ceagro, isso já ocorreu. “Nossa meta, de 51 scs/ha (ou 3,060 mil quilos por hectare) está sendo atingida nas primeiras áreas colhidas deste ano”, revela. Produtor e presidente do Sindicato Rural de Balsas (Sindibalsas), Ivan Mota Barbosa também está otimista com os rendimentos alcançados nesta colheita. Ele acredita que a produtividade média da soja no município, que é o maior produtor estadual, dificilmente ficará abaixo dos 3 mil quilos por hectare. Além da competitividade comprovada dentro das porteiras das fazendas, a região maranhense tem vantagem logística sobre Mato Grosso, por estar a 750 quilômetros do Porto de Itaqui, em São Luís.

Tocantins

No estado mais jovem do Brasil, a safra 2010/11 também está para lá de positiva. O agricultor Márcio Donizete, de Pedro Afonso, confirma a tendência de altos rendimentos na soja. Neste ciclo, ele pretende colher 180 quilos por hectare a mais (três sacas) do que no ano anterior. “Minha média desse ano está em 3,2 mil quilos por hectare”, diz animado.

Cassiano Ribeiro
Caravanas se mobilizam pela aprovação do Código Florestal
Brasília - Caravanas de todo o país desembarcam hoje (5) em Brasília para participar de mobilização pela aprovação do novo Código Florestal, em discussão no Congresso Nacional. A concentração começa às 9h em frente ao Congresso. Promovido pela Frente Parlamentar da Agropecuária e pela Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil, o movimento deve pressionar parlamentares pela aprovação da nova legislação ambiental. O presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras, Marcio Lopes de Freitas, defende a necessidade urgente de votação do projeto. No dia 11 de junho de 2011 termina o prazo estabelecido para que os proprietários rurais averbem suas reservas legais. O novo Código Florestal será discutido em audiência pública, marcada para as 14h, na Comissão de Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional. Foram convidados, entre outros, o relator do projeto,  deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP).
Edição: Graça Adjuto
Da Agência Brasil