terça-feira, 19 de abril de 2011

Feira Sabores do Paraná gera vendas de mais de R$ 300 mil em Londrina
A edição de Londrina da Feira Sabores do Paraná, realizada durante a 51ª Expolondrina 2011, que terminou no último domingo (17), resultou em mais de R$ 300 mil em vendas de produtos da agroindústria familiar. Durante os 11 dias da Expolondrina mais de 50 mil pessoas passaram pelos estandes dos 56 expositores que participaram do evento, realizado no Parque de Exposições Ney Braga. Entre o mais de 1.000 itens de produtos oferecidos pela Fábrica do Agricultor em Londrina estavam geléias, patês, doces, embutidos como queijos, salames, e defumados, linguiça de soja, temperos, condimentos, pimentas, conservas, batata, mandioca e banana chips, suco de uva, biscoitos, sorvetes, noz macadâmia e derivados, ervas medicinais orgânicas, café, mel, biscoitos, entre outros.
Entre os milhares de visitantes que passaram pela Feira Sabores estiveram o vice-presidente da República Michel Temer (que estava no exercício da presidência por causa da viagem da presidente Dilma Roussef à China), e o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Wagner Rossi, que, ao lado do governador Beto Richa, receberam na manhã do último sábado cestas de produtos paranaenses do programa.
LUCRO – A pesquisa de avaliação realizada pela Divisão de Agronegócio Familiar, da Seab, mostrou que 97% dos agricultores recuperaram todas as despesas feitas para a participação da feira; destes, 84% obtiveram lucros. Ainda segundo a pesquisa, 61% fecharam negócios futuros. Empresários de outros estados também estiveram na Feira para conhecer o Programa Agroindústria Familiar. Entre essas empresas estavam os supermercados Carrefour e Muffato, os Empórios Santa Grão, Macro Vida, Vita Naturale, Natural e Cantinho Natural, Armazém Alimentos Funcionais, Casa Mais Q'Natural, Grãos&Distribuidora de Produtos Naturais.
PRÓXIMA FEIRA – A próxima Feira de Sabores do Paraná será realizada entre os dias 5 e 15 de maio, durante a 39ª Expoingá, que acontecerá em Maringá. O evento é promovido pela Secretaria da Agricultura e do Abastecimento, com o programa de agroindústria familiar Fábrica do Agricultor, e ainda Emater Paraná.
Animais devem ter documento em viagem internacional
Para cães e gatos, o Brasil e outros países exigem o Certificado Zoossanitário Internacional (CZI). Furões, coelhos e outros bichos precisam também de autorização de importação
Neste feriado prolongado de Páscoa e Tiradentes, os proprietários de animais de companhia que pretendem viajar para fora do país devem ficar atentos aos documentos exigidos. A medida é válida para o ingresso no Brasil, e em uma série de outros países, para evitar a entrada e a disseminação de doenças que podem comprometer a pecuária local, como febre aftosa, peste suína e tuberculose. Para cães e gatos, Ministério da Agricultura requisita o Certificado Zoosanitário Internacional (CZI). No caso dos animais que têm origem no Brasil, o documento é emitido pelas unidades do ministério nos aeroportos brasileiros após a apresentação do atestado de saúde do cão ou gato, assinado por um veterinário, e da carteira de vacinação em dia. O proprietário do animal também deve se informar sobre exigências adicionais dos países de destino.
Os fiscais do Ministério da Agricultura verificam o CZI fornecido pelo serviço veterinário oficial do local de origem de cães e gatos com procedência de outros países. O Ministério da Agricultura aceita 18 modelos de Certificados Zoossanitários Internacionais. As normas foram acordadas com os países do Mercosul e da União Européia, e também com África do Sul, Austrália, Canadá, Chile, Colômbia, Estados Unidos, Hong Kong, Índia, Japão, México, Noruega, Nova Zelândia, Omã, Suíça, Taiwan e Venezuela. O Japão e os países da União Europeia exigem, além do CZI, que os animais estejam com um chip de identificação, contendo informações como idade, raça, sexo e nome do proprietário. Para outros animais, como furões, tartarugas, coelhos e papagaios, o passageiro precisa apresentar, além do CZI, uma autorização de importação. O pedido deve ser feito à Superintendência Federal de Agricultura no estado de destino do animal ou ao Departamento de Saúde Animal, em Brasília, antes do embarque. Quando os animais não possuem o CZI, retornam ao país de origem. “Nos casos de inconsistências nas informações, poderá ser concedido um prazo para o proprietário corrigi-las, após avaliação pelo serviço veterinário oficial do Ministério da Agricultura”, explica Marcos Valadão, coordenador-geral da Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro), em Brasília.
Ingresso
Em 2010, transitaram 13.281 cães e gatos nos três principais aeroportos do país: Guarulhos (SP), Galeão (RJ) e Juscelino Kubitschek (DF). Desses, 9.357 em São Paulo, 3.469 no Rio de Janeiro, e 455 em Brasília. 
Saiba Mais
O Certificado Zoossanitário Internacional (CZI) é o documento emitido ou aprovado pelo Serviço Veterinário Oficial do país de origem ou de procedência dos animais. Tem como objetivo garantir o cumprimento das condições sanitárias exigidas para o trânsito internacional.

No Brasil, o CZI deve ser emitido por fiscal federal agropecuário, com formação em medicina veterinária e pertencente ao Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro). Para solicitar o documento, é recomendável levar o animal e os documentos. O proprietário será o responsável pela fidelidade das informações, que serão fiscalizadas no ponto de ingresso dos animais. O certificado é expedido nos aeroportos, nos casos de transporte aéreo, na fronteira, para o trânsito internacional terrestre, e no porto marítimo ou fluvial, para o transporte marítimo. O documento é gratuito e feito na hora. Excepcionalmente, devido à grande demanda em algumas unidades, a entrega poderá demorar até 48 horas, desde que todos os requisitos tenham sido atendidos.

domingo, 17 de abril de 2011

Produtores paranaenses otimistas com o milho safrinha
Foto: Fábio Bortoleto
O clima tem colaborado muito com os produtores paranaenses. Em algumas regiões do estado, o milho safrinha já está em fase de espigamento. O fato de não ter atrasado a colheita da soja propiciou aos agricultores plantar o milho logo no ínicio de fevereiro, o tempo recomendado para o plantio. De acordo com o Deral, esse ano a área plantada de milho safrinha deve aumentar em cerca de 20 por cento em relação à safrinha do ano passado. Esse aumento se deve ao bom preço de comercialização dos grãos, o que estimulou o plantio no Paraná. Segundo o Deral, no estado o custo de produção para uma produtividade média de 70 sacas/hectares, o agricultor deve ter um lucro de R$ 445,00 por hectare. Os custos para o produtor hoje giram em torno de R$1235,00/ha plantado.
Fábio Bortoleto

sábado, 16 de abril de 2011

Secretaria da Agricultura faz alerta sobre venda de agrotóxicos pela internet
A Secretaria da Agricultura e do Abastecimento está intensificando a fiscalização do comércio de insumos e agrotóxicos no Paraná. O alerta está sendo feito principalmente para a venda de produtos pela internet, ou ainda de promoções feitas por meio de telefonemas de vendedores de outros estados. O engenheiro agrônomo Adriano Riesemberg, chefe da divisão de Fiscalização de Insumos da Secretaria, alerta que o agricultor deve ficar atento a esse tipo de abordagem que podem gerar sérios prejuízos à lavoura. Segundo Riesembert, o agricultor deve ser orientado por um engenheiro agrônomo para saber se realmente é necessário o uso do produto que está desejando comprar. “Esta é a maneira correta ao adquirir insumos para a lavoura”, disse.

“E ao comprar deve estar com o receituário agronômico em mãos, e depois adquiri-lo em locais devidamente registrados junto à Secretaria da Agricultura”, explicou. A Secretaria já dispõe de um Sistema de Prescrição e Uso de Agrotóxicos do Estado do Paraná (Siagro) que interliga, por intermédio de uma central informatizada, os 3,4 mil pontos de vendas desses produtos no Estado. Esses dados eletrônicos são armazenados junto ao Departamento de Fiscalização Agropecuária (Defis). “Mas o agricultor deve ficar atento a algumas novas maneiras que estão surgindo no comércio de agrotóxicos”, explica Riesemberg ao falar sobre recente fiscalização e interdições feitas no interior do Estado.

No caso, foi o próprio agricultor que chamou a fiscalização por suspeitar do produto que lhe haviam oferecido através de um telefonema de vendedores de outro Estado.
“Primeiro ele desconfiou dessa ligação, pois não havia feito nenhuma compra pela internet, ou mesmo procurou o determinado agrotóxico. Ele desconfiou da ligação. Perguntou se o produto vinha com nota fiscal, se tinha o receituário agronômico. Os vendedores disseram que sim, e que lhe enviariam depois o boleto para o pagamento”, disse Riesemberg. Outra desconfiança nessa negociação foi o valor oferecido para o agrotóxico, que em média custa no mercado R$ 110 o galão. O preço oferecido pelos vendedores estava em R$ 70. “O agricultor chegou a questionar essa diferença. O argumento utilizado por eles era de no seu Estado, no caso São Paulo, havia uma tributação diferenciada, e além disso uma relação direta com a multinacional que ajudava a baratear o custo final do veneno”. O agricultor ficou com um pé atrás, e comprou apenas um galão do produto. Quando recebeu o pedido, viu que o galão era flácido, cedia facilmente a pressão. Além disso a bula tinha escritos com coisas erradas, e o receituário prometido também não foi entregue. Segundo Riesemberg, o agricultor corre o risco de muitas vezes comprar um produto falsificado, que não dará nenhum resultado na sua lavoura. “Em algumas das vezes eles colocam só metade do reagente ativo, da formulação dentro desse galão. Ou ainda misturam outro fungicida de preço bem menor no mercado, mas também de menor eficiência, ou não colocam nada”.

RESPONSABILIDADE - A origem do produto comprado pela internet ou por telefone também é questionado pelo técnico da Secretaria. “O produto pode ter sido contrabandeado de outros países, como Argentina e Paraguai, e que não apresentam garantia alguma”, diz. Outro detalhe levantando é que o produto oferecido muitas vezes pela metade do preço pode ter sido roubado. “E aí nesse caso o agricultor corre o risco de estar colaborando com um crime, e também pode responder por isso”. A divisão de Fiscalização de Insumos está presente em todo Paraná. São 42 engenheiros agrônomos fiscais distribuídos em 20 núcleos regionais, todos atuando em seis áreas de ação, sob coordenação do Defis que busca promover a qualidade e a idoneidade dos insumos e dos serviços agrícolas oferecidos aos produtores, fatores fundamentais para a sanidade das culturas, segurança alimentar e sustentabilidade da agricultura paranaense


Plantio direto é a chave para a sustentabilidade no campo
O Dia Nacional da Conservação de Solo é uma oportunidade para rever conceitos e avaliar as práticas no uso do solo

“Para cada três tratores usados no passado, hoje usamos apenas um, de tamanho médio”. A afirmação é do Gestor Técnico da Cooperativa dos Agricultores de Plantio Direto – Cooplantio, Dirceu N. Gassen, destacando que o tripé plantio direto, rotação de culturas e cobertura permanente do solo é a chave da sustentabilidade para estabelecer metas continuas de produção.
A preocupação com a conservação do solo é mundial, já que a expansão da atividade agrícola para áreas novas é restrita, sendo o Brasil um dos poucos países a dispor de áreas para expansão. O Dia Nacional da Conservação de Solo, comemorado no dia 15 de abril, é uma oportunidade para rever conceitos e avaliar as práticas no uso do solo.

Segundo Gassen, o plantio direto não é o objetivo da agricultura, mas uma das práticas mais importantes que se desenvolveu nos últimos anos para a busca da sustentabilidade na produção. O uso desse sistema de cultivo que iniciou há mais de 30 anos, como substituto ao cultivo convencional (lavração e gradagem do solo, muitas vezes associado a queima da palha), além de reduzir para um terço o uso de tratores na lavoura, aumentou a vida útil do maquinário. “Com a adoção do plantio direto, independente da região, se reduziu em torno de 66% o consumo de combustível, cerca de 95% a erosão do solo e aumentou a atividade biológica”.
De acordo com ele, nos últimos anos com a evolução nas práticas de manejo, o consumo do diesel passou de 189 litros com a produção de 3600 kg de grãos/ha para 62 litros e uma produção próximo a 6800 kg de grãos por hectare. A soja, até 1990, com o plantio convencional, produzia em torno 1450 kg de grãos/ha e o consumo de 60 litros de diesel. Nos últimos anos, com a evolução do plantio direto, o melhoramento genético e a eficiência nos processos de manejo, a produção média chegou a 2400 kg/ha com o consumo de 22 litros de diesel/ha. Para o milho, a redução no consumo de diesel foi de 33 ml para seis ml por kg de grãos produzidos.
A eficiência na produção de arroz, milho e soja com relação ao consumo de um litro de diesel aumentou de 4,4 a 5,8 vezes entre 1980 e 2010. Conforme Gassen, a evolução da agricultura está diretamente relacionada com a qualificação de pessoas. “A agricultura é um negócio de pessoas, não um negócio de solo, de clima, de sementes. É um negócio de quem tem capacidade para manejar o solo e gerar renda. As pessoas é que fazem a diferença no uso do solo. São elas que conduzem uma lavoura mais eficiente e fazem o plantio direto”. No Dia Nacional da Conservação do Solo, Gassen destaca que o agricultor que faz uso do sistema de plantio direto, rotação de cultura e adubação verde é um herói, que deve ser reconhecido pela sociedade do ponto de vista de eficiência de produção, e ao mesmo tempo, conservação dos recursos naturais. “É um herói por esforço próprio, por intelecto de ética de valor, percebendo a vantagem econômica e sem nenhuma dúvida, dos benefícios ambientais”.

Agrolink
Autor: Janice Gutjahr

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Angus ganha espaço no Paraná

Ponto de abate mais cedo, carne de qualidade superior e garantia de liquidez maior da raça atraem pecuaristas

A cada ano, a raça Angus ganha mais espaço no Paraná. Suas características peculiares têm agradado não só o paladar do consumidor, mas também o pecuarista que usufrui do alto índice de liquidez. Nos últimos cinco anos, a Angus cresceu 192% no mercado de inseminação do País. Em 2010, a venda de sêmen da raça atingiu 1,8 milhão de doses, ocupando 30% do mercado total de sêmen de gado de corte do Brasil. A Angus é a principal raça criada nos países produtores de carne de qualidade, como Estados Unidos, Argentina, Austrália e Uruguai. Os animais entraram no Brasil em 1906, por meio de criadores gaúchos. Há aproximadamente três décadas, a raça começou a se espalhar pelo País, tanto com animais puros quanto os resultantes de cruzamentos industriais, estratégia que se fortaleceu nos últimos anos.

De acordo com Fábio Schuler Medeiros, médico veterinário do Programa Carne Angus, a fusão é interessante porque a raça tem uma característica de qualidade superior às demais e que agrega, tanto no cruzamento com os zebuínos quanto com os taurinos, uma melhora na terminação desses aninais. Eles chegam ao ponto de abate mais jovens, produzem carcaças mais gordas e têm maior deposição de gordura intramuscular - o chamado marmoreio -, que confere mais maciez à carne. Por essas características de qualidade de carne e por complementar tão bem o zebuíno e as raças taurinas continentais - o que acontece no Paraná -, a Angus hoje é a segunda raça bovina mais criada no Brasil, ficando atrás apenas da Nelore, que representa a maioria do rebanho nacional. ''Os 30% ocupados pela Angus no mercado de inseminação e o crescimento sustentado ao longo de tantos anos dão a segurança de afirmar que o produtor está tendo benefícios com a raça'', observa Medeiros. O Paraná, segundo ele, tem condições de clima, de solo e de alimentação perfeitos para a criação da raça.

Nas regiões quentes do Brasil predominam os zebus porque são animais resistentes ao calor e a parasitas, no entanto, eles são deficientes na qualidade da carne e deposição de gordura. O Angus entra no cruzamento com o zebu agregando, sobretudo, a facilidade de terminação dos animais e qualidade de carne.

Por ser proveniente da Europa, onde o clima é mais frio, a Angus tende a se adaptar a temperaturas mais amenas, enquanto o zebuíno, oriundo da Ásia, a ambientes mais quentes. ''Já temos registro de Angus em estados que têm temperaturas mais elevadas como o Pará, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Norte. Queremos mostrar que eles se adaptam a regiões mais quentes'', relata Flávio Montenegro Alves, criador da raça no Rio Grande do Sul e técnico da Associação Brasileira de Angus (ABA).
A fêmea meio sangue, segundo o médico veterinário Antônio Francisco Chaves Neves, técnico da Associação, é um excelente animal para a cria por ser mais precoce. ''Conseguimos emprenhá-la de seis a oito meses antes com uma matriz zebu e, consequentemente, adiantamos o bezerro que vai nascer na próxima geração. Economicamente é uma raça muito viável'', atesta.