terça-feira, 19 de abril de 2011

Mais 25 frigoríficos brasileiros estão autorizados a exportar carne de aves para China
Após o anúncio na semana passada da abertura do mercado chinês para a carne suína brasileira, com três frigoríficos nacionais autorizados a exportar, o ministro da Agricultura, Wagner Rossi, informou hoje (19) que mais 25 estabelecimentos estão autorizados a vender carne de aves para o país asiático. Com a medida, o Brasil passa a ter 50 plantas habilitadas a exportar para a China. “Não quer dizer que dobrando as plantas frigoríficas, vamos dobrar as exportações. Mas, seguramente, eu posso afirmar que vamos aumentar consideravelmente as exportações nos próximos anos, em grande parte pela ampliação do número de plantas”, disse Rossi. Segundo o secretário de Relações Internacionais do ministério, Célio Porto, a China importa anualmente cerca de US$ 1 bilhão em carne de aves, sendo aproximadamente metade de origem brasileira. O ministro disse ainda que o governo chinês anunciou, durante a visita da presidenta Dilma Rousseff à China, na semana passada, a habilitação de mais cinco plantas frigoríficas de carne bovina brasileira, aumentado para oito a quantidade de frigoríficos autorizadas a vender para aquele mercado. Em relação à carne suína, Rossi disse que a abertura do novo mercado, aumenta o reconhecimento à produção brasileira, e também estimula a venda para os dois principais mercados importadores: Japão e Coreia. “Com a abertura da carne suína, completou-se um ciclo, com todas as carnes autorizadas a entrar no mercado chinês”, concluiu.
Danilo Macedo
Agência Brasil


Sindicato agropecuário considera mudanças no Código Florestal desnecessárias
Para Vicente Almeida, sem apoio do Estado, situação de pequenos agricultores pode piorar
Representantes de entidades ligadas à agricultura familiar e à pesquisa agropecuária afirmaram hoje, em reunião promovida pela Frente Parlamentar Ambientalista e pela Fundação SOS Mata Atlântica, que o atual Código Florestal não prejudica o desenvolvimento agrícola no País. Segundo o presidente do Sindicato Nacional dos Trabalhadores de Pesquisa e Desenvolvimento Agropecuário, Vicente Almeida, a atual legislação pode até ser aperfeiçoada. Ele lembrou, no entanto, que atualmente já existem técnicas para fazer uma agricultura sustentável, aproveitando, inclusive, áreas de reserva legal e de preservação permanente. Entre as soluções para desenvolver a agricultura ecológica, Almeida destacou a implementação de um programa de aquisição de mudas e sementes. “É importante que os pequenos agricultores tenham auxílio técnico do Estado para produzir suas sementes. Se a gente perde o controle sobre a produção de sementes, perde também o controle da soberania alimentar”, disse.
Leonardo Prado
Confira matéria completa:
www.camara.gov.br
Inflação é fenômeno global e está relacionada a commodities, diz Mantega
A disparada da inflação é um fenômeno global e provocado fundamentalmente pelo preço das commodities – bens agrícolas e minerais com cotação internacional – e está sendo contida pelo governo, disse ontem (18) o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Em reunião com investidores internacionais em Nova York, ele afirmou que a equipe econômica adotou diversas medidas para frear o aumento de preços. De acordo com a apresentação de Mantega aos investidores, divulgada há pouco pelo ministério, as principais providências adotadas para conter a inflação são o estímulo ao aumento da oferta de alimentos, o corte de cerca de R$ 51 bilhões no Orçamento e o aumento de juros pelo Banco Central (BC). Ele ainda citou as medidas de contenção ao crédito anunciadas pelo BC no fim do ano passado e o aumento de 1,5% para 3% do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para o crédito a pessoas físicas.
O ministro afirmou ainda, durante a apresentação, que a inflação de março, que somou 0,79% pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), foi pressionada pelos combustíveis, que contribuíram com 0,12 ponto percentual, e pelo transporte público, com 0,19 ponto percentual. Os números, no entanto, revelam que o grande responsável pela inflação no mês passado foi a categoria outros fatores, que contribuiu com 0,32 ponto percentual e contém itens influenciados pela demanda. Mantega ressaltou que a equipe econômica ajustou o Brasil ao cenário econômico de 2011, revertendo os estímulos concedidos em 2009 e 2010, aumentando a eficiência dos gastos públicos e assegurando o rigor fiscal. O ministro também mencionou o reajuste do salário mínimo para R$ 545, abaixo dos R$ 560 defendidos pelas centrais sindicais, como medida de austeridade. A reunião com os investidores estrangeiros encerrou a viagem de Mantega aos Estados Unidos. Na semana passada, o ministro da Fazenda esteve em Washington participando do encontro de ministros das Finanças do G20 (grupo das 20 principais economias do planeta) e da reunião de primavera do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial.
Wellton Máximo
Agência Brasil

Relator do Código Florestal busca consenso para votação do projeto
O relator do Código Florestal, deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), disse ontem (18) que mesmo com os feriados da Semana Santa vai continuar em busca de consenso para a votação do projeto "o quanto antes". Segundo ele, é preciso que a lei seja aprovada rapidamente para evitar prejuízos, principalmente, aos pequenos produtores. “Teremos uma semana de negociação em torno da busca de uma solução de consenso para o debate”. De acordo com Aldo Rebelo, onde o acordo não for possível, a decisão sairá no voto em plenário. Rebelo informou que todos os ministérios envolvidos na discussão do tema, assim como setores da bancadas ruralista e ambiental têm demonstrando “boa vontade” para buscar o consenso.“É importante ressaltar que, hoje, pela atual legislação, 100% dos agricultores estão na ilegalidade. O país não pode viver nessa situação, que foi adiada por um decreto do presidente Lula que expira em junho”, disse o relator à Agência Brasil.
Em relação aos pequenos agricultores, Aldo Rebelo disse que eles são os mais vulneráveis à legislação e essa é uma das razões pelas quais a proposta precisa ser aprovada logo, antes do fim da vigência do decreto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “No Nordeste, por exemplo, mais da metade das propriedades têm até cinco hectares, e quase nada de reserva legal e área de preservação permanente. São áreas que foram desmatadas há muitos anos e, agora, querem exigir que sejam replantadas. Isto é condenar esses pequenos a perderem suas propriedades e incharem a periferia das grandes cidades”. Com relação aos médios e grandes produtores rurais, o relator informou que o código mantém a obrigação da reserva legal e da área de preservação permanente. “Significa que os produtores médios e grandes da Amazônia terão que manter 80% de reserva legal, os produtores do cerrado 35%, e, nas demais áreas do país, 20%. No caso da Amazônia a ocupação vai exigir que os 80% de reserva legal incluam todas as áreas de proteção permanente de rio, topo de morro e encostas previstas em lei”.
Iolando Lourenço e Ivan Richard
Repórteres da Agência Brasil

Feira Sabores do Paraná gera vendas de mais de R$ 300 mil em Londrina
A edição de Londrina da Feira Sabores do Paraná, realizada durante a 51ª Expolondrina 2011, que terminou no último domingo (17), resultou em mais de R$ 300 mil em vendas de produtos da agroindústria familiar. Durante os 11 dias da Expolondrina mais de 50 mil pessoas passaram pelos estandes dos 56 expositores que participaram do evento, realizado no Parque de Exposições Ney Braga. Entre o mais de 1.000 itens de produtos oferecidos pela Fábrica do Agricultor em Londrina estavam geléias, patês, doces, embutidos como queijos, salames, e defumados, linguiça de soja, temperos, condimentos, pimentas, conservas, batata, mandioca e banana chips, suco de uva, biscoitos, sorvetes, noz macadâmia e derivados, ervas medicinais orgânicas, café, mel, biscoitos, entre outros.
Entre os milhares de visitantes que passaram pela Feira Sabores estiveram o vice-presidente da República Michel Temer (que estava no exercício da presidência por causa da viagem da presidente Dilma Roussef à China), e o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Wagner Rossi, que, ao lado do governador Beto Richa, receberam na manhã do último sábado cestas de produtos paranaenses do programa.
LUCRO – A pesquisa de avaliação realizada pela Divisão de Agronegócio Familiar, da Seab, mostrou que 97% dos agricultores recuperaram todas as despesas feitas para a participação da feira; destes, 84% obtiveram lucros. Ainda segundo a pesquisa, 61% fecharam negócios futuros. Empresários de outros estados também estiveram na Feira para conhecer o Programa Agroindústria Familiar. Entre essas empresas estavam os supermercados Carrefour e Muffato, os Empórios Santa Grão, Macro Vida, Vita Naturale, Natural e Cantinho Natural, Armazém Alimentos Funcionais, Casa Mais Q'Natural, Grãos&Distribuidora de Produtos Naturais.
PRÓXIMA FEIRA – A próxima Feira de Sabores do Paraná será realizada entre os dias 5 e 15 de maio, durante a 39ª Expoingá, que acontecerá em Maringá. O evento é promovido pela Secretaria da Agricultura e do Abastecimento, com o programa de agroindústria familiar Fábrica do Agricultor, e ainda Emater Paraná.
Animais devem ter documento em viagem internacional
Para cães e gatos, o Brasil e outros países exigem o Certificado Zoossanitário Internacional (CZI). Furões, coelhos e outros bichos precisam também de autorização de importação
Neste feriado prolongado de Páscoa e Tiradentes, os proprietários de animais de companhia que pretendem viajar para fora do país devem ficar atentos aos documentos exigidos. A medida é válida para o ingresso no Brasil, e em uma série de outros países, para evitar a entrada e a disseminação de doenças que podem comprometer a pecuária local, como febre aftosa, peste suína e tuberculose. Para cães e gatos, Ministério da Agricultura requisita o Certificado Zoosanitário Internacional (CZI). No caso dos animais que têm origem no Brasil, o documento é emitido pelas unidades do ministério nos aeroportos brasileiros após a apresentação do atestado de saúde do cão ou gato, assinado por um veterinário, e da carteira de vacinação em dia. O proprietário do animal também deve se informar sobre exigências adicionais dos países de destino.
Os fiscais do Ministério da Agricultura verificam o CZI fornecido pelo serviço veterinário oficial do local de origem de cães e gatos com procedência de outros países. O Ministério da Agricultura aceita 18 modelos de Certificados Zoossanitários Internacionais. As normas foram acordadas com os países do Mercosul e da União Européia, e também com África do Sul, Austrália, Canadá, Chile, Colômbia, Estados Unidos, Hong Kong, Índia, Japão, México, Noruega, Nova Zelândia, Omã, Suíça, Taiwan e Venezuela. O Japão e os países da União Europeia exigem, além do CZI, que os animais estejam com um chip de identificação, contendo informações como idade, raça, sexo e nome do proprietário. Para outros animais, como furões, tartarugas, coelhos e papagaios, o passageiro precisa apresentar, além do CZI, uma autorização de importação. O pedido deve ser feito à Superintendência Federal de Agricultura no estado de destino do animal ou ao Departamento de Saúde Animal, em Brasília, antes do embarque. Quando os animais não possuem o CZI, retornam ao país de origem. “Nos casos de inconsistências nas informações, poderá ser concedido um prazo para o proprietário corrigi-las, após avaliação pelo serviço veterinário oficial do Ministério da Agricultura”, explica Marcos Valadão, coordenador-geral da Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro), em Brasília.
Ingresso
Em 2010, transitaram 13.281 cães e gatos nos três principais aeroportos do país: Guarulhos (SP), Galeão (RJ) e Juscelino Kubitschek (DF). Desses, 9.357 em São Paulo, 3.469 no Rio de Janeiro, e 455 em Brasília. 
Saiba Mais
O Certificado Zoossanitário Internacional (CZI) é o documento emitido ou aprovado pelo Serviço Veterinário Oficial do país de origem ou de procedência dos animais. Tem como objetivo garantir o cumprimento das condições sanitárias exigidas para o trânsito internacional.

No Brasil, o CZI deve ser emitido por fiscal federal agropecuário, com formação em medicina veterinária e pertencente ao Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro). Para solicitar o documento, é recomendável levar o animal e os documentos. O proprietário será o responsável pela fidelidade das informações, que serão fiscalizadas no ponto de ingresso dos animais. O certificado é expedido nos aeroportos, nos casos de transporte aéreo, na fronteira, para o trânsito internacional terrestre, e no porto marítimo ou fluvial, para o transporte marítimo. O documento é gratuito e feito na hora. Excepcionalmente, devido à grande demanda em algumas unidades, a entrega poderá demorar até 48 horas, desde que todos os requisitos tenham sido atendidos.