terça-feira, 26 de abril de 2011

Brasil é destaque no maior evento do mundo voltado a cafés especiais
Conferência Anual da Associação Americana de Cafés Especiais começa esta semana e tem a participação de NUCOFFEE
Um país, vários sabores. Com esse mote, o Brasil será um dos protagonistas da 23ª edição da Conferência Anual da Associação Americana de Cafés Especiais (SCAA) que tem início nesta quinta-feira, em Houston, nos Estados Unidos. Sob a coordenação da APEX Brasil, órgão vinculado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC); do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA); de associações de produtores; e empresas privadas, o país participa do evento como “Portrait Country” oficial da convenção, ou seja, a região produtora escolhida pelos organizadores como destaque deste que é o maior e mais importante evento do mundo destinado ao segmento de cafés altamente diferenciados. NUCOFFEE, a iniciativa pioneira da Syngenta que busca valorizar o café brasileiro, estimulando a sua qualidade e aproximando o produtor do mercado externo, faz parte da comitiva brasileira.
Confira matéria completa no site: www.portaldoagronegocio.com.br


Brasil quer vacinar mais de 97% do gado
Os principais estados brasileiros criadores de gado abrem campanha de vacinação contra a aftosa no dia 1.º de maio (próximo domingo) com o objetivo de imunizar mais de 97% dos animais, índice médio alcançado em 2010, conforme o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Os estados que vacinavam em outros meses foram alinhados ao calendário já tradicional no Paraná, por exemplo. Roraima, considerado área de alto risco, iniciou a vacinação em 1.º de abril. Segundo o Mapa, estarão disponíveis 560 milhões de doses, para um rebanho de 208 milhões de cabeças. Perto de 5% do rebanho nacional são mantidos no Paraná. Segundo o Mapa, os estados que registraram os melhores resultados na vacinação no último ano foram Mato Grosso, com 99,74%, Tocantins, com 99,52% e Mato Grosso do Sul, com 99,41% dos animais imunizados. Na última campanha, em novembro, o Paraná vacinou 97,43% dos bovinos e bubalinos, conforme relatório estadual.
Gazeta do Povo
Soja em baixa no Paraná
A colheita da soja já terminou no Paraná. No entanto, no fim da colheita os preços não são animadores para o produtor. O valor está abaixo, se comparado aos últimos meses. A cotação média está em torno de R$ 41,00 no interior do estado. Quem comercializou a oleaginosa em janeiro e fevereiro chegou a receber R$ 2,5 a mais que o preço atual. Em março o produtor também recebeu mais que o valor de hoje, cerca de R$ 2,3.
Trigo recua no PR e cresce no RS
Paranaenses se dedicam ao milho enquanto gaúchos apostam na alta das cotações do cereal de inverno devido à redução dos estoques
Mesmo com preços em alta, o trigo deve ter redução significativa de área no Paraná, mostram os números do setor. Levantamento junto a oito cooperativas do estado, que é o maior produtor do cereal no país, indica recuo de 7,7% no plantio. Isso limita o cultivo a 1,08 milhão de hectares nos campos paranaenses. Os números contrastam com o que ocorre no Rio Grande do Sul, onde as projeções técnicas apontam avanço de ao menos 10% na área cultivada, para perto de 870 mil hectares. Os números se consolidam com o avanço do plantio, que chega perto de 50% na região de Londrina. Em todo o Paraná, perto de 20% das lavouras já foram semeadas. Como a previsão é de queda na produtividade de 2,9 mil para 2,8 mil quilos por hectare, a produção pode despencar 15%, para 2,9 milhões de toneladas.
Os preços internos – que não têm acompanhado as altas internacionais – e os riscos de produção – num inverno com previsão de seca –, empurram os produtores para outras culturas, analisa o assessor técnico e econômico da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), Robson Mafio­­­letti. O milho de inverno se mostra vantajoso neste momento e não há incentivo para a produção de trigo, acrescenta. “O governo reduziu os preços mínimos em 10% e, até poucos dias atrás, não havia prorrogado as novas exigências de padrão (que entram em vigor em 2011)”, aponta. “As cotações do trigo no mercado internacional subiram 60%, mas no mercado interno tiveram reajuste de apenas 15%”, compara. Essa tendência do mercado internacional tem sido suficiente para estimular os agricultores do Rio Grande do Sul, que não plantam milho de inverno por causa do clima desfavorável, observa o especialista em grãos da Emater gaúcha, Ataídes Jacobsen. As estimativas oficiais sobre o plantio do estado saem nos próximos dias. A alta de 10% é considerada conservadora. Os fornecedores de sementes projetam elevação de área de até 25%, ou seja, para mais de 1 milhão de hectares, praticamente igualando a área gaúcha à paranaense.
Essa expansão ocorre mesmo sem reajuste no preço da saca de 60 quilos pago ao produtor gaúcho, hoje em R$ 24 – R$ 2 a menos do que o oferecido ao produtor no Paraná. A cotação está R$ 4 abaixo da média histórica do Rio Grande do Sul. Os paranaenses mostram-se desestimulados mesmo tendo alcançado produtividade de 2,9 mil quilos por hectare na safra passada, 400 quilos a mais do que nas lavouras gaúchas. A Secretaria Estadual da Agricultura e Abastecimento (Seab) projeta recuo de 11% no cultivo, três pontos acima do previsto pelas cooperativas. Em âmbito nacional, ainda não há previsão sobre o tamanho da safra. Pelos números do Paraná e do Rio Grande do Sul, que concentram 90% da produção do país, área tende a se estagnar na faixa de 2,2 milhões de hectares. Em 2009, foram dedicados ao cereal 300 mil hectares a mais. A situação mantém a dependência do trigo importado. Como a produção não acompanha o consumo, os estoques podem cair pelo terceiro ano consecutivo. Em 2010, foram consumidas 500 mil toneladas das reservas, sobrando 1,5 milhão de toneladas, o suficiente para um mês e meio de consumo interno. O setor já vinha de uma redução de 680 mil toneladas registrada em 2009, conforme a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Em âmbito internacional, os estoques também estão em queda. No último ano, passaram de 198 milhões para 183 milhões de toneladas, conforme o Departa­­mento de Agricultura dos Estados Unidos, o USDA.
Gazeta do Povo
Autor: José Rocher

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Algodão baiano está na mira dos investidores chineses
A Bahia se aproveitou muito bem da atual corrida chinesa por investimentos para o agronegócio brasileiro. Tanto que uma missão de empresários da China visitará o estado no próximo mês para analisar a viabilidade de instalar uma unidade têxtil ou mesmo uma fábrica de óleo de algodão em território baiano. Outro grupo do país asiático deve chegar em meados de maio para analisar a produção de charutos, que poderá ser exportada para os chineses. Depois de obter investimentos em um polo industrial para a soja, na cidade de Barreiras, o estado já conversa com empresas da Coreia do Sul também interessadas na soja brasileira. Além disso, durante uma visita à China, representantes do estado, liderados pelo governador Jaques Wagner, visitaram a indústria Hopefull Group Grain Oil Food, com o intuito de captar mais investimentos para industrializar o algodão produzido na região.
Na visita a Pequim, o secretário da Agricultura da Bahia, Eduardo Salles, esteve na Hopefull Group Grain Oil Food e ouviu de seu presidente a promessa de ajuda, com objetivo de industrializar o algodão baiano. Shi Kerong, presidente da Hopefull, teria dito ao secretário que o foco da empresa no momento é a soja, mas que possui parcerias com indústrias têxteis e pode auxiliar a Bahia a industrializar o algodão. "Buscamos parcerias para a instalação de uma indústria têxtil chinesa na Bahia. O estado é o segundo maior produtor de algodão do País, possui as melhores fibras, muito parecidas com as do Egito, e ainda não temos nenhuma industria têxtil por aqui. Queremos, além de vender o algodão em fardo, como fazemos hoje, processar a fibra na Bahia para agregar mais valor", contou Salles com exclusividade para o DCI. "Já agendamos para o mês de maio uma visita do grupo chinês à Bahia para darmos continuidade às conversações", disse.
A Bahia produz 3,9 mil quilos de algodão por hectare e para a safra 2010/2011, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção deve atingir 1,5 milhão de toneladas, um crescimento de 48,6% em relação à safra 2009/2010, que foi de 1,017 milhão de toneladas. A área plantada cresceu os mesmos 48,6%, passando de 268,8 mil hectares na safra anterior, para 387,5 mil hectares. O secretário não soube dizer detalhes sobre a indústria, mas contou que o estado levou à China alguns folders explicativos sobre as vantagens de se investir no estado. "Nós fizemos um folder muito explicativo sobre a agroindustrialização da Bahia, todo em chinês e inglês, e todos os potenciais para se investir no estado. Colocamos também quais os incentivos fiscais que são dados. Eles ganharão uma série de incentivos, como o programa "desenvolve", que chega a dar 82% de desconto no ICMS. Nós temos os terrenos para a indústria e oferecemos parte de infraestrutura básica, como água e energia. Resumindo: é um prato cheio", comentou.
Mas não é só da China que os investimentos devem chegar. Salles contou que fez uma visita a Seul, na Coreia do Sul, para uma reunião com os executivos da Samsung e da AT Korea Agro- Fisheries Trade Corporation, também interessados em investir na Bahia, no segmento da soja. Segundo o secretário, essa reunião serviu para dar continuidade às conversações iniciadas em março, quando o presidente da AT, Young Je Ha, e executivos da Samsung estiveram na Bahia e visitaram fazendas de soja e de milho no município de Luis Eduardo Magalhães. "Naquela ocasião conversamos apenas sobre a comercialização de grãos como a soja, o milho e o algodão." Além do interesse na soja e no algodão, os asiáticos também visualizaram boas oportunidades na comercialização dos charutos da região. Uma delegação composta por empresários e representantes do governo da China irá à Bahia, de 8 a 15 de maio com a missão de confirmar que o estado é livre de Mofo Azul, praga que afeta a cultura do fumo, e autorizar a exportação. Atualmente, a produção é de cinco milhões de charutos por ano, concentrada em oito municípios do recôncavo. A expectativa é de que, com a liberação para a exportação para a China, a produção dobre. "Nós estamos pedindo uma cota de exportação de 10 milhões de charutos por ano. Quando eles vierem acredito que já bateremos o martelo", comemorou Salles.
DCI - Diário do Comércio & Indústria
Danielo Popov
Produção de etanol já começou em 195 usinas
Cerca de 195 usinas de álcool e açúcar já estão operando na moagem de cana-de-açúcar na principal região produtora do País, a centro-sul (São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro), o que corresponde a 58% das 335 unidades produtoras de álcool e açúcar instaladas na área. Até a última sexta feira eram 130 usinas em funcionamento. Levantamento realizado pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) mostra também que o número de usinas em plena atividade deve crescer rapidamente nos próximos dias, ampliando gradativamente a oferta de etanol no mercado. Segundo o diretor técnico da Unica, Antonio de Padua Rodrigues, os números mostram que os empresários acataram o pedido do Governo Federal em antecipar a safra.
"A iniciativa do setor sucroenergético de iniciar a moagem antes da abertura oficial da safra 2011/2012, que ocorreu na semana passada, está surtindo efeito. Na verdade, essa movimentação dos usineiros começou muito antes do início da safra, com diversos produtores antecipando suas atividades para ajudar a equilibrar a oferta de etanol, tanto o anidro para mistura na gasolina, quanto o hidratado para carros flex", afirma Rodrigues. No final de março, a Unica, em conjunto com o Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), demais sindicatos e associações de produtores de etanol e açúcar da Região Centro-Sul, anunciou sua estimativa para a safra da cana-de-açúcar 2011/2012. A projeção aponta para uma moagem de 568,50 milhões de toneladas de cana-de-açúcar para a temporada atual, crescimento de 2,11% em relação ao total processado na última safra, que foi de 556,74 milhões de toneladas.
DCI - Diário do Comércio & Indústria