quarta-feira, 30 de março de 2011


Encontro discute situação da febre aftosa na América do Sul
Reunião da Cosalfa definirá os mecanismos de monitoramento do Plano de Ação 2011-2020
Representantes dos 11 países integrantes da Comissão Sul-Americana para a Luta Contra a Febre Aftosa (Cosalfa) reúnem-se de 31 de março a 1º de abril, em Recife (PE), para debater o combate à doença. A 38ª reunião ordinária da Cosalfa realizará uma avaliação da situação dos programas sanitários nacionais da região sulamericana. O encontro definirá os mecanismos de monitoramento do Plano de Ação 2011-2020 do Programa Hemisférico de Erradicação da Febre Aftosa (PHEFA). O documento foi aprovado no último encontro do Comitê Hemisférico de Erradicação da Febre Aftosa (COHEFA), realizado em dezembro de 2010, no Rio de Janeiro. Com o novo plano, os organizadores esperam erradicar a doença definitivamente do continente sulamericano e estabelecer mecanismos para prevenir a reintrodução da enfermidade nos países da região.O evento é uma promoção do Centro Pan-Americano de Febre Aftosa (Panaftosa), com a colaboração do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e Governo do Estado de Pernambuco por meio da Secretaria de Agricultura e Reforma Agrária e da Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária de Pernambuco (Adagro).

Cosalfa
A Cosalfa foi criada em 1972 e tem como objetivo avaliar o andamento dos programas nacionais de controle e erradicação da febre aftosa na América do Sul. Também recomenda ações para garantir a integração regional das iniciativas de intervenção.A Comissão é constituída por 22 representantes, de 11 países da América do Sul, sendo composta pela autoridade máxima do serviço veterinário oficial e um integrante do setor privado, ligado à cadeia de produção pecuária, de cada nação. Os países da América do Sul membros da entidade são: Argentina, Brasil, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Paraguai, Peru, Venezuela e Uruguai.Durante as reuniões, participam ─ como observadores ─ representantes dos serviços veterinários oficiais, organizações de produtores agropecuários, da indústria de produtos animais e da indústria farmacêutica veterinária, dos laboratórios de diagnóstico, das universidades, dos institutos de pesquisa, das agências nacionais e internacionais de cooperação técnica e convidados.

Saiba mais
A febre aftosa é uma enfermidade infecciosa aguda que causa febre, seguida pelo aparecimento de vesículas (aftas) – principalmente na boca e nos pés de animais de casco fendido como bovinos, búfalos, caprinos, ovinos e suínos. Os animais adquirem o vírus por contato direto com outros semelhantes infectados, com alimentos e objetos contaminados. Para combater a doença, o Ministério da Agricultura conta com o Programa Nacional de Erradicação e Prevenção a Febre Aftosa (PNEFA) e atua em parceria com os serviços veterinários estaduais. No Brasil, a imunização é praticada em todos os estados e no Distrito Federal, com exceção de Santa Catarina, considerado, desde 2007, pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) como livre da enfermidade sem vacinação.O rebanho brasileiro é formado por 207,2 milhões de bovinos e 1,2 milhão de búfalos, totalizando 208,4 milhões de animais. Em 2010, o índice de cobertura vacinal dos animais brasileiros foi de 97,4%. O último foco de febre aftosa no Brasil foi detectado em 2006, no Paraná e no Mato Grosso do Sul. Na América do Sul, apenas Equador, Venezuela e Colômbia registraram casos da doença em 2008 e 2009.
Marcos Giesteira
www.agricultura.gov.br

Expoingá deve movimentar R$ 156 milhões
Feira de Maringá ocorre de 5 a 15 de maio e aguarda 500 mil pessoas

De 5 a 15 de maio o Parque Internacional de Exposições Francisco Feio Ribeiro, em Maringá, deve reunir 500 mil visitantes durante a 39 edição da Exposição Agropecuária, Industrial e Comercial de Maringá (Expoingá 2011). Os preparativos já estão adiantados e a perspectiva é de ampliar os negócios em comparação à edição do ano passado de um dos mais tradicionais eventos do agronegócio da região noroeste do Estado. De acordo com a presidente da Sociedade Rural de Maringá (SRM), Maria Iraclézia de Araújo, a expectativa é que a movimentação financeira da feira chegue a R$ 156 milhões, valor 10% superior ao do ano passado. ''Esperamos que a boa safra que tivemos e esse momento da economia sejam revertidos em resultados para a feira'', salienta. A programação da Expoingá será composta por seminários e cursos técnicos promovidos pelo Instituto Emater, pela Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep) e pelo Sindicato Rural de Maringá. Alguns dos temas abordados serão agricultura familiar, agroindústria, julgamento de animais e casqueamento, dentre outros. Aproximadamente 10 mil animais de diversas espécies ficarão em exposição ao longo da feira e já estão programados 16 leilões, além de julgamentos que serão realizados todas as manhãs. A Fazendinha do Emater e a Feira de Sabores do Paraná também compõem a grade de atrações ao público presente, juntamente com o parque de diversões e a grade de shows.
Nos dias 9 e 10 de maio a Expoingá terá os portões abertos. Não será cobrado ingresso de entrada para o Parque de Exposições e nem para o recinto de shows. ''Lembramos que a arena de shows tem limite para 14 mil pessoas'', avisa Maria Iraclézia. ''A feira é vitrine em todos os setores. Mostramos o que está acontecendo no momento e o que virá'', complemente a presidente da SRM, justificando o tema da Expoingá 2011: ''A vitrine do futuro, reflexo do crescimento''.
Mariana Fabre
Folha de Londrina
Secretaria da Agricultura lança novo edital do programa Trator Solidário
O secretário de Estado da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, assinou nesta terça-feira (29) o edital de credenciamento que possibilita a empresas e revendedoras de tratores de todo o País participar do Programa Trator Solidário. A previsão do governo do Estado é entregar até 4 mil tratores nos próximos quatro anos. A partir da próxima segunda-feira (04), os escritórios locais da Emater-PR de todo o Estado estarão aptos a receber os pedidos dos agricultores para em seguida serem elaboradas as pré-propostas que darão acesso ao pedido de financiamento dos tratores. O programa foi suspenso no final do ano passado para revisão e agora está sendo relançado, dando ao agricultor familiar mais opção de escolha na hora de comprar o trator.
Segundo Ortigara, o governo do Estado está cumprindo um compromisso de campanha: dar continuidade aos programas que estão dando certo.
O edital de relançamento do programa será publicado no Diário Oficial do Estado e em jornais de grande circulação no Paraná na próxima quinta-feira (31), para dar ampla visibilidade a todas as empresas interessadas em aderir ao processo de credenciamento, que posteriormente seguirá para homologação do governador Beto Richa.Conforme o novo edital, os preços foram fixados em R$ 48.300,00 para o trator de 50 CV de potência e de R$ 62.400,00 para o trator com no máximo 75 CV de potência. Essa tabela apresenta um reajuste de 6,62% e 7,58%, respectivamente, para os dois tratores em relação aos preços praticados até o final do ano passado. Os preços dos tratores foram reajustados após estudos que levaram em consideração fatores como inflação do período, elevação dos custos dos componentes utilizados na fabricação, preços médios de mercado fornecidos por meio de orçamentos pelos fabricantes e concessionárias, sem perder de vista o poder aquisitivo do público-alvo do programa: os agricultores familiares.
RECURSOS – O programa Trator Solidário representa uma articulação do governo do Paraná e governo federal com os agentes financeiros, que oferecem recursos com baixas taxas de juros para os agricultores familiares, e as empresas fabricantes de tratores, que fornecem os equipamentos conforme os valores fixados pelo edital. O resultado é um ganho expressivo para os agricultores familiares, que conseguem crédito mais barato para a compra de equipamentos de qualidade. Com isso, o governo do Estado auxilia na mecanização da pequena propriedade, disse Ortigara. O programa prevê a participação de agentes financeiros como Banco do Brasil, Banco Regional de Desenvolvimento Extremo Sul (BRDE), por meio do Sicredi e Cresol, que vão oferecer linhas de crédito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). O prazo para pagamento dos financiamentos dos tratores será de até 10 anos, com carência de até 2 anos, e a garantia da equivalência em produto. A equivalência é um bônus garantido pelo governo do Estado, com recursos do Fundo de Desenvolvimento Econômico – gerenciado pela Agência de Fomento do Paraná S/A. Os juros para os financiamentos serão os mesmos das linhas de crédito do Pronaf, em média de 2% ao ano.
O bônus/equivalência será concedido aos beneficiários do programa sempre que o preço médio de mercado do milho calculado pelo Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura ficar abaixo do valor mínimo da época da contratação do financiamento. O percentual entre o preço médio de mercado e o valor mínimo do milho será igual ao bônus/equivalência

SERVIÇO:

A partir desta quarta-feira (30), as empresas interessadas em participar do Programa Trator Solidário poderão retirar o edital no seguinte endereço: http://www.comprasparana.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=7.
Os documentos necessários, constantes do Edital 002/2011, deverão ser entregues em invólucro lacrado, com o seguinte endereçamento: Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento – SEAB – Trator Solidário – Comissão de Credenciamento com sede na Rua dos Funcionários n° 1.559 – CEP – 80.035- 050 – Curitiba – PR
www.seab.pr.gov.br

terça-feira, 29 de março de 2011

Reforma do Código Florestal não é briga entre ambientalistas e ruralistas, diz deputado
Brasília - Relator da proposta de reforma do Código Florestal, o deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), ressaltou hoje (29) que as discussões em torno do tema não são uma briga entre ambientalistas e ruralistas. Durante audiência pública no Senado, Rebelo defendeu que a atualização do código é uma necessidade para proteção do meio ambiente e da agricultura do país.“A desinformação na sociedade e na imprensa é muito grande sobre isso e todo mundo reproduz o jargão de que é uma briga entre ambientalistas e ruralistas. Não é uma briga entre ruralistas e ambientalistas, isso é a necessidade do país de proteger o meio ambiente e a agricultura”, afirmou o deputado.Rebelo afirmou que durante a fase de elaboração do seu relatório percorreu todas as regiões do país, conversou com pequenos e grandes produtores rurais, representantes de entidades de classes e identificou a necessidade de se adequar o novo código à realidade do país. “Hoje se lê facilmente nos jornais que nós queremos mudar o código. Não é verdade. Ele já foi completamente alterado e o que resta do código hoje é pouco mais do que um título, um nome”, argumentou o deputado.“Não vamos abrir mão do instituto da reserva legal, embora ele só exista no Brasil. Vamos manter a reserva legal de 80% na Amazônia, teremos 35% de reserva no Cerrado Amazônico, 20% da Mata Atlântica. Vai continuar na lei a proteção dos rios de 15 até 500 metros. Continuará na nossa legislação a proteção de morros e encostas. Tudo isso continuaremos acolhendo porque não é um compromisso de governo, de Estado, mas é um compromisso civilizatório no Brasil. Por isso preservamos 70% de vegetação nativa e os europeus não têm mais nada”, disse Rebelo.O deputado ainda fez duras críticas às organizações não governamentais (ONGs) que atuam no Brasil e têm se posicionado contra a reforma do Código Florestal. Segundo ele, essas organizações que hoje defendem no Brasil a proteção ambiental e inviabilizam a produção agrícola e pecuária, não fizeram o mesmo nos seus países de origem.
“Na Amazônia, essas ONGs sediadas na Holanda, na Bélgica, querem 80% de reserva legal enquanto nos países onde têm suas sedes não defendem nem um, nem dois, nem três por cento. Considero isso uma indignidade, inaceitável”, afirmou Rebelo. “Considero inaceitável que certas organizações e seus executivos assalariados que têm por mês uma renda que um agricultor em Rondônia não consegue em um ano tenha a desfaçatez de chegar aqui e exigir de nós o que não apontam nos seus países”, acrescentou.    
Ivan Richard
Repórter da Agência Brasil
Edição: Lílian Beraldo
Paraná colhe safra recorde de 14,67 milhões de toneladas de soja
Curitiba – O Paraná deve colher 14,67 milhões de toneladas de soja, uma safra recorde. Esse total representa um aumento de 730 mil toneladas em relação à expectativa do mês passado, quando se projetava uma safra de 13,94 milhões de toneladas. De acordo com levantamento do Deral (Departamento de Economia Rural) da Seab (Secretaria Estadual da Agricultura), a produtividade também é superior às anteriores: a média passou de 3.190 quilos por hectare no ano passado para 3.260 quilos por hectare neste ano. Em relação à safra passada (2009/2010) o crescimento da produção é de 5%. No ano passado foram colhidos 13,92 milhões de toneladas do grão. De acordo com o diretor do Deral, Otmar Hubner, quando a cultura começou a ser colhida, nos meses de janeiro e fevereiro, havia uma preocupação devido ao excesso de chuvas, mas as condições melhoraram nos últimos dias. A agrônoma Margorete Demarchi disse que, nos últimos três anos, o Paraná tem mantido a média no volume de exportação do grão, em torno de 45% do que é produzido no estado.
Agência Brasil

sexta-feira, 25 de março de 2011

Embrapa cria unidade de gestão territorial em Campinas
Decisão foi tomada pelo diretor-presidente, Pedro Arraes. Serviço funcionará nos moldes de outras estruturas da empresa
A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) vai criar um serviço de gestão territorial na cidade de Campinas (SP). A decisão foi tomada pelo diretor-presidente da Embrapa, Pedro Arraes, e tem como objetivo suprir a crescente demanda pelos serviços. “A ideia é ampliar os serviços na área de geotecnologias oferecidos pela empresa”, afirma Pedro Arraes. A criação da nova unidade foi discutida nesta quinta-feira, 24 de março, com o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Wagner Rossi.A nova estrutura funcionará administrativamente nos moldes de outras unidades de serviço, como a Embrapa Transferência de Tecnologia, a Embrapa Informação Tecnológica e a recém-criada Embrapa Quarentena. A unidade vai substituir o antigo Núcleo de Gestão Territorial Estratégico.  O Serviço de Gestão Territorial Estratégico será coordenado pelo pesquisador Cláudio Spadotto, convidado pela direção da empresa a implantar a nova estrutura.“Há alguns dias o ministério e a Embrapa buscavam o melhor mecanismo, respeitando a estrutura organizacional da empresa, para fortalecer essa área até porque as demandas desse serviço são frequentes”, diz Pedro Arraes. “Vamos dar maior flexibilidade ao atendimento às demandas vindas da Presidência da República, assim como de outros órgãos federais e estaduais.” Como uma unidade administrativamente descentralizada, o Serviço de Gestão Territorial Estratégico terá dentre suas atribuições a prestação de serviços de apoio a trabalhos relacionados a zoneamentos ecológicos e econômicos e a  planos de manejo de áreas de proteção ambiental.
Embrapa/Assessoria de Comunicação Social