sexta-feira, 20 de maio de 2011

Tarso promete apoio contra endividamento
Do alto do caminhão de som da Via Campesina, na Praça da Matriz, o governador Tarso Genro garantiu ontem a mais de 3 mil agricultores que dará força política para resolver o endividamento rural. Em audiência com coordenadores do movimento e dirigentes da Fetag e Fetraf-Sul, Tarso se espantou ao saber que mais de 60% do endividamento brasileiro corresponde a contratos do Rio Grande do Sul. Segundo o diretor Estadual do MPA, Romário Rossetto, dos R$ 8 bilhões da dívida vencida ou por vencer, R$ 5 bilhões são de gaúchos. "Isso demonstra a importância da agricultura familiar do RS para o Brasil. Mas também que há algo errado com o sistema de financiamento", avaliou Tarso. O governador determinou a instalação de um grupo de trabalho para fazer levantamento das soluções necessárias. "Vamos convidar o ministro Gilberto Carvalho a comparecer aqui no Palácio Piratini e esse grupo apresentará a real situação." Carvalho foi incumbido pela presidente Dilma Rousseff de buscar solução ao tema.
Segundo Rossetto, os produtores querem que as dívidas sejam unificadas em contrato de 15 anos, juro zero e dois de carência. Além disso, pedem desconto de R$ 12 mil por família e bônus adimplência de 30%. A preocupação se justifica, segundo o presidente da Fetag, Elton Weber, porque dos R$ 16 bilhões disponibilizados pelo governo em 2010/2011, apenas R$ 11 bilhões foram tomados. "Isso acontece não porque o produtor não precisa de crédito, mas porque não pode tomar." Conforme levantamento da Fetag, nos últimos quatro anos, na região Sul do Estado houve diminuição de 25 mil contratos exatamente em áreas de plantio de arroz e fumo. Ontem, produtores ainda participaram de grande expediente na Assembleia Legislativa sobre o endividamento e, no final do dia, deixaram a Capital.
Correio do Povo



Nova cultivar de trigo da Embrapa estimula a produção no Paraná
Em meio aos recentes aumentos do trigo no mercado internacional, principalmente devido ao clima desfavorável em alguns países produtores, o plantio da cultura prossegue até julho em toda a Região Sul. Nesta safra, os triticultores do Paraná, maior produtor brasileiro, já contam com uma novidade: o trigo BRS Albatroz.Desenvolvida pela Embrapa Soja (Londrina – PR) e Embrapa Trigo (Passo Fundo – RS), em parceria com a Fundação Meridional de Apoio à Pesquisa Agropecuária, a nova cultivar é comercializada pela Embrapa Transferência de Tecnologia, Unidades da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
A BRS Albatroz é indicada para o Estado do Paraná. Ela apresenta altura média de 90 cm, ciclo precoce, com força de glúten que a classifica na classe pão. Outros pontos fortes são o potencial produtivo, resistência ao acamamento e a boa sanidade. A nova cultivar é resistente ao oídio e moderadamente suscetível à ferrugem da folha, às manchas foliares, à brusone e ao Vírus do Nanismo Amarelo da Cevada. De acordo com o pesquisador Manoel Bassoi, da Embrapa Soja, a BRS Albatroz chega para complementar as opções disponíveis no mercado, facilitando a diversificação de cultivares e ampliando a segurança do produtor na colheita. Além disso, Bassoi destaca que a cultivar é do tipo pão, o que atende à nova classificação para o trigo, válida a partir de 2012.
Agrolink

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Plantio segue lento nos EUA devido à excessiva umidade do solo pode favorecer MT que entra no mercado para suprir a lacuna de uma entressafra maior
A quatro meses do início da nova temporada de plantio, os produtores mato-grossenses vivem momentos de expectativa ante a possibilidade de um ganho em decorrência do clima frio e úmido que poderá atrasar o período de semeadura nos Estados Unidos, maior produtor mundial de soja e milho e principal concorrente do Brasil. Estima-se que a safra de grãos norte-americana, que geralmente abastece o mercado internacional a partir de agosto, será colhida mais tarde neste ano, ampliando o período de entressafra no maior exportador mundial de grãos.O atraso deve obrigar os importadores a buscar fornecedores alternativos para suprir seu consumo até que a oferta norte-americana se regularize e, segundo analistas, Brasil e Argentina tendem a preencher esse espaço.
Para Celidônio, o produtor tem de estar “antenado” ao mercado, analisando a evolução do plantio nos Estados Unidos e a demanda por soja na China, principal parceiro comercial de Mato Grosso.“A leitura que se faz hoje é de que a intempérie nos EUA pode gerar oportunidades para os produtores brasileiros, já que a previsão é de que o plantio sofra atraso, pressionando principalmente a semeadura do milho, cultura de ciclo mais longo e plantada mais cedo em solo norte-americano”, explica o superintendente do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), Otávio Celidônio.Após chuvas excessivas em abril, o clima frio dificulta a secagem do solo, prejudica a germinação das sementes e ameaça a safra norte-americana de soja e milho. O plantio atrasado deve retardar a colheita no país e assim, favorecer as exportações brasileiras.
“Os produtores devem ficar atentos a esta nova situação, pois as intempéries climáticas poderão ter impacto direto no planejamento da safra norte-americana, com o milho cedendo espaço e favorecendo uma ampliação na área de soja”, analisa Celidônio. Se a expectativa se confirmar, haverá inversão em relação ao tamanho das lavouras de soja e de milho, sendo este último, a preferência daquele país. Nos Estados Unidos, 55% da área destinada à agricultura são geralmente ocupadas por milho e, 45%, pela soja.Segundo ele, outro fator que deve ser avaliado é que os norte-americanos têm elevada capacidade de plantio e colheita. “Em um período de uma semana eles podem plantar tudo ou colher tudo, por isso fica difícil fazer agora uma projeção do que poderá ocorrer em relação à próxima safra”.
Ele diz que a umidade e o frio dificultam a germinação das sementes. “Se o frio vier mais cedo, com neve, os produtores norte-americanos podem ter sérias dificuldades e poderá ocorrer inclusive uma quebra de safra, beneficiando diretamente os produtores brasileiros”.

NO CAMPO - Este ano, o excesso de umidade fez com que o plantio da safra 10/11 evoluísse com lentidão nos Estados Unidos. Na virada de abril para maio, apenas 13% da área prevista para o milho havia sido semeada no país e o plantio da soja sequer havia começado. Normalmente, as plantadeiras já deveriam ter passado por 40% das lavouras do cereal e cerca de 10% das plantações da oleaginosa. Uma pausa nas precipitações nas últimas duas semanas, entretanto, permitiu a retomada dos trabalhos de campo, mas não eliminou os riscos. As chuvas comprometeram também o trabalho dos poucos produtores que conseguiram avançar com as máquinas no mês passado. De acordo com informações, as chuvas de abril deixaram cerca de 1,2 milhão de hectares de soja e milho debaixo d´água, obrigando agricultores a replantar lavouras danificadas ou até abandoná-las.
De acordo com o último boletim do Imea, os estoques mundiais continuam apertados, apesar do resultado altista do quadro de oferta e demanda. Na sexta-feira, o mercado recuou por conta de incertezas quanto ao plantio de milho nos Estados Unidos. Mas, no geral, a semana foi boa para a soja, que variou positivamente 12,50 pontos.
Diário de Cuiabá
Autor: Marcondes Maciel
Uso de mais variedades eleva a produção de soja
Portal do Agronegócio
Caracterizada como a cultura mais importante do país quando se trata de grãos, a sojicultura foi o tema do evento Apresentação de Resultados de Pesquisa da Safra 2011/2012, realizado nos município de Naviraí, no dia 10, Dourados, no dia 12, Maracaju, dia 17, Brilhante, dia 19, e Sidrolândia, dia 25, todos no Estado do Mato Grosso do Sul. Com os resultados da avaliação das cultivares de soja na safra 2010/2011, chega-se à conclusão que é importante utilizar diferentes cultivares para aumentar a produtividade. Segundo Carlos Pitol, engenheiro agrônomo e pesquisador da Fundação MS, a safra 2010/2011 marcou um bom ano para a cultura da soja, principalmente em termos de clima, onde os índices dos resultados foram elevados e consistentes.
Como tínhamos mais de 60 variedades sendo avaliadas nas diferentes épocas e em diferentes locais, temos muita informação sobre o comportamento de cultivares de soja, o que nos permite abordar com segurança a respeito das variedades que têm tido um comportamento melhor — afirma o engenheiro. Além das variedades que a Fundação já vinha cultivando, algumas variedades como a BMX Turbo, a Syngenta 1059, a STS Júpiter apresentaram resultados muito bons. De acordo com ele, a Fundação realizou pesquisas em nove locais do estado do Mato Grosso do Sul.A gente avaliou, no decorrer do ciclo, alguma ocorrência de doença, com exceção da ferrugem, que ataca todas as variedades. A principal doença hoje é a mancha alvo, doença foliar difícil de controlar. Portanto, temos feito avaliações sobre a incidência dessa doença — explica.
Pitol diz ainda que foram feitas avaliações no quesito pré-colheita em relação ao ciclo, porte das plantas e acamamento. Já no período de colheita, foi avaliada também a produtividade e a qualidade de grãos. Também foi analisada a questão da estabilidade da produção. O produtor deve buscar adequar a variedade às características de solo, tanto em termos de acidez da área, quanto de fertilidade. Então, ele deve plantar a melhor variedade para cada produção. Isto em função também da época de semeadura da soja. Ele também deve estar atento ao número da população — orienta o engenheiro. Ele diz que, atualmente, existe um número expressivo de variedades de soja que podem aumentar a produtividade. Portanto, para ele, é necessário que o produtor abra espaço para a utilização dessas novas variedades. O produtor não pode correr riscos pensando em colher bem e, ao mesmo tempo, usar apenas uma variedade — conclui.
Correio do Estado
Dilma anuncia pacote a agricultores familiares
Brasília - A presidente Dilma Rousseff anunciou ontem (18) um pacote de benefícios aos agricultores familiares, reunidos em Brasília para o Grito da Terra. Entre as principais medidas do governo está a redução dos juros para acesso a investimentos por meio do Programa Nacional de Agricultura Familiar (Pronaf), que passarão a ser de, no máximo, 2% ao ano. Também foi anunciada a liberação de R$ 16 bilhões para o Plano Safra 2011/2012 dos agricultores familiares. O valor é o mesmo da safra passada, mas atende aos apelos da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), segundo o presidente da entidade, Alberto Broch. Outra novidade comemorada pelos agricultores familiares é a promessa de Dilma de que, em até 30 dias, será criado o Sistema Único de Atenção à Sanidade Agropecuária (Suasa), que fixará regras nacionais para o comércio de produtos da agricultura familiar. Hoje, cada município e Estado definem suas regras sanitárias, segundo a Contag, o que dificulta o comércio da produção fora dos municípios onde são produzidos.
A adesão ao Suasa, no entanto, será voluntária, segundo o ministro do Desenvolvimento Agrário, Afonso Florence, que também participou da audiência com Dilma Rousseff, no Palácio do Planalto. A presidente entregou à Contag um caderno com respostas aos 185 pontos de reivindicação do Grito da Terra. Broch afirmou que ainda analisará o documento, mas disse que, no geral, as medidas anunciadas pelo governo satisfazem os agricultores familiares. Outro avanço na área comercial foi o anúncio do Programa de Garantia de Preços Mínimos, a ser criado especificamente para a agricultura familiar. Os recursos para isso, no entanto, ainda não foram divulgados. Na área de habitação, a presidente determinou a criação de uma nova superintendência na Caixa Econômica Federal específica para tratar de moradia no campo, enquanto a área de habitação urbana passará a ser tratada separadamente.
Folhapress
Breno Costa
Fonte: Folha de Londrina